Após cinco anos, o Brasília Open de Cubo Mágico voltou a movimentar Brasília. Organizado por entusiastas do “esporte”, o evento começou ontem e deve ter um campeão definido para cada uma das 13 categorias até às 20h de hoje. Aberto a todas as idades, o torneio é reconhecido pela World Cube Association (WCA).
“Praticar com o cubo me ajuda a controlar o nervosismo”, conta um dos organizadores e também competidor, João Pedro Batista, estudante de 17 anos. “Faço isso há um ano e tento praticar pelo menos meia-hora todos os dias”, revela.
Outro organizador, Carlos de Alcântara, de 27 anos, transformou o prazer em negócios. Ele é dono de uma empresa que revende variados tipos de cubo mágico pelo Brasil. “Comecei a praticar com o cubo em 2007. Desde então, passei a importar meus próprios equipamentos e muita gente pedia para trazê-los também. Aí decidi trabalhar com isso”, contou.
Carlos organizou, sozinho, o campeonato de 2009, o último sediado em Brasília, mas, devido ao trabalho que deu, decidiu só voltar a se envolver quando tivesse apoio. “Esse ano juntei outros interessados e me animei de novo. Só acho que não tenho mais saco para viajar para competir nem nada do tipo”, confessa.
Produtos personalizados
O designer Victor Sinan, de 25 anos, coleciona diferentes cubos e personaliza todos que adquire. Ele foi ao campeonato mundial, em Las Vegas, no ano passado, e aprovou a experiência. “As pessoas são muito unidas e o ambiente é familiar. É um esporte que gera bastante união. O clima de competição é saudável”, relata.
Com quatro anos de experiência na modalidade, Victor disse acreditar que a prática diária do hobbie trouxe vantagens na sua vida pessoal. “Tento enxergar outras perspectivas para um problema do dia a dia considerado difícil. Aprendi a solucionar as coisas mais facilmente”, garante.