Menu
Brasília

Torcida fica dividida na Embaixada do México

Arquivo Geral

02/07/2018 13h44

Foto: Raphaella Sconetto/Jornal de Brasília

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

Pelo visto, os mexicanos vão tomar tequila para lamentar a saída da Copa do Mundo. Na Embaixada do México, a torcida estava dividida: brasileiros e mexicanos vibraram juntos os 90 minutos de jogo em um clima amistoso. Cerca de 70 pessoas estiveram no local.

Nem mesmo com a presença do embaixador (calça marrom na foto acima), os brasileiros se intimidaram. A cada posse de bola que oferecia uma chance de marcar um gol, a torcida gritava. Por outro lado, os mexicanos também comemoravam os toques bem-sucedidos.

O que uniu as duas torcidas foram os tombos do Neymar. A cada queda, brasileiros e mexicanos vaiavam o jogador da seleção brasileira e o chamavam de “princeso”.

Para o embaixador Salvador Arriola, o que prevalece é o respeito entre as seleções. “Aqui temos uma mistura de brasileiros e mexicanos e o ambiente é sempre de festa. Só aceitamos manifestações de amizade, carinho e respeito entre as nações”, aponta.

“Os mexicanos são bem parecidos com os brasileiros. Temos um sentimento permanente de amizade e companheirismo com os brasileiros. Agora, vou torcer pela Colômbia e para o Brasil, sempre torço pela América latina”, completa.

Mistura de nacionalidades

Um casamento entre uma brasileira e um mexicano deu como resultado um filho estadunidense. A balconista Eleusa de Oliveira, 47 anos, e o comerciante Oscar Barush, 45, foram para a Embaixada assistir ao jogo com o filho Jordan, de 11 anos. Ela torceu para o Brasil, o marido para o México e o filho ficou em cima do muro. “O que ganhasse eu ficaria feliz”, disse o garoto.

Eleusa, Oscar e Jordan (filho). Foto: Raphaella Sconetto/Jornal de Brasília

Pai e filho estavam a caráter: blusas do México e até uma máscara. “É uma máscara típica mexicana. Usamos em jogos de futebol. É um costume, mas não deu muita sorte hoje não”, brincou Oscar.

Para o comerciante, a seleção mexicana poderia ter jogado melhor. “O Brasil jogou bem, soube aproveitar as oportunidades. O México poderia ter sido melhor. Quando começou a copa, acreditei que poderíamos ser campeões, estava com as expectativas altas. Mas não tem o que fazer, futebol é assim”, aponta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado