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Brasília

TJDFT mantém condenação por tentativa de latrocínio em Ceilândia

Colegiado confirmou pena de 13 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado para mulher condenada por tentativa de latrocínio.

Redação Jornal de Brasília

18/09/2026 20h12

Foto: Divulgação

A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de uma mulher a 13 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de latrocínio em Ceilândia. A decisão confirmou, por unanimidade, a sentença da 1ª Vara Criminal de Ceilândia.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em 3 de dezembro de 2025, por volta das 14h30, no estacionamento da Feira de Ceilândia. A acusada e pelo menos quatro homens cercaram um casal e exigiram a entrega de um celular. Quando o companheiro da proprietária do aparelho tentou impedir o roubo, foi imobilizado com um golpe de “mata-leão” e recebeu socos e chutes até perder a consciência. A ré atingiu a mulher com um pedaço de vidro, provocando ferimentos graves. O grupo levou o telefone e fugiu.

No recurso, a defesa pediu que a condenação fosse alterada para os crimes de roubo e lesão corporal grave, sob o argumento de que a ré não tinha a intenção de matar. Também solicitou a redução da pena, o reconhecimento da confissão e a aplicação do desconto máximo de dois terços pela tentativa de latrocínio.

Ao analisar o caso, a Turma considerou que os depoimentos das vítimas e dos policiais, além de vídeos e perícias, demonstraram a atuação conjunta do grupo para roubar o aparelho. Segundo o colegiado, as gravações contrariaram a versão apresentada pela defesa e mostraram agressões coordenadas no contexto da subtração do bem. A relatora destacou ainda que uma das vítimas foi violentamente espancada ao tentar impedir o roubo do celular e que a outra sofreu golpe no pescoço, em região vital, o que indicaria assunção do risco de matar.

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