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Brasília

TJDFT converte flagrante em preventiva por feminicídio no Paranoá

A decisão levou em conta a gravidade concreta do crime, ocorrido na presença da filha do casal e de outras crianças e adolescentes.

Redação Jornal de Brasília

08/09/2026 18h56

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Foto: Arquivo/Agência Brasília

O Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) converteu em prisão preventiva o flagrante de Anderson Gonçalves da Silva, suspeito de matar a companheira em via pública, na região do Paranoá/DF.

Segundo o auto de prisão em flagrante, o crime foi cometido na presença de crianças e adolescentes, entre eles a filha do casal, de quatro anos. Testemunhas policiais apontaram a autoria do fato e o próprio autuado confessou o crime perante a autoridade policial. Familiares da vítima relataram histórico de relacionamento conturbado entre as partes.

Na decisão, o NAC considerou a gravidade concreta do delito, a periculosidade atribuída ao autor do fato, o fato de a arma usada no crime não ter sido localizada e o risco de fuga, diante da repercussão pública do caso. O colegiado entendeu que medidas cautelares alternativas à prisão seriam insuficientes.

O Ministério Público se manifestou pela regularidade do flagrante e requereu a conversão em prisão preventiva, além da identificação por perfil genético, prevista no artigo 310-A do Código de Processo Penal. A Defensoria Pública pediu a liberdade provisória do autuado e a decretação de sigilo processual.

A decisão também determinou sigilo sobre dados do processo relacionados à criança que presenciou o crime, em atenção ao melhor interesse do infante.

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