Férias é tempo de viajar, side effects se divertir e de relaxar. Mas, viagra buy para quem não programa bem a temporada, as férias podem virar um pesadelo. É o que aconteceu com o casal Rui Paes e Lucileide Oliveira. Eles compraram um pacote turístico para Natal e, ao chegar lá, encontraram o quarto em péssimas condições de higiene. Os dois esperaram quatro horas até conseguirem outro quarto, nas mesmas condições que o anterior. Tiveram que procurar outro hotel para passar a noite.
Acabaram fazendo um tour em busca de vagas por 12 hotéis. Finalmente acharam um lugar para passar a noite, que teve que ser pago com o dinheiro do próprio bolso. Após dois dias sem assistência da operadora de turismo, Rui e Lucileide resolveram voltar para Brasília. O voo de volta também foi pago por eles.
Indenização
Mas, como eles guardaram todos os comprovantes e fotografaram os quartos dos hotéis em péssimas condições, foi fácil mostrar à Justiça que a empresa de turismo não havia cumprido com o contrato. No dia 1º de julho, o Tribunal de Justiça do DF concedeu ao casal uma indenização por danos morais e materiais.
A empresa teve que devolver o valor do pacote (R$ 3.838), além de pagar as despesas extras feitas pelo casal (R$ 3.240) e ainda reparar danos morais (R$ 7,5 mil), totalizando mais de R$ 14 mil pelas férias frustradas. O consultor jurídico do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo , Rodrigo dos Santos, afirma que o casal agiu certo ao documentar os problemas. “É necessário manter a calma para documentar a situação. Para o juiz, ficou fácil decidir com as provas do descumprimento da empresa em mãos”, explica Rodrigo.
Cuidados antes de embarcar
O modelo Renê Severo já passou por uma saia justa ao viajar com um pacote turístico para Salvador. “O hotel não era o que a gente esperava”, lembra Renê. A agência de viagens recebeu a reclamação e fez a troca de hotel no dia seguinte para um hotel melhor. Hoje, ele prefere planejar sozinho as viagens, sem que seja necessário a interferência de uma agência de viagens.
Nessas férias, o destino do modelo será o Rio de Janeiro. Ele fez uma pesquisa tanto para comprar a passagem aérea quanto para escolher o hotel. “Pesquisei as passagens mais baratas e olhei as fotos dos hotéis na internet. Também pedi referência dos hotéis para amigos meus”, explica Renê.
Além disso, ele sempre procura informações sobre o que fazer na cidade, para onde ir. Tudo pela internet. “Faço uma pesquisa sobre bares, lugares para conhecer. Sempre pesquiso o que a cidade tem para oferecer antes de ir”, explica.
Nova York
A aluna de Fisioterapia Rafaella Zveiter vai viajar na semana que vem para Nova York. Ela vai passar seis meses fazendo intercâmbio. A escolha da empresa veio por meio de pesquisa, a exemplo de Renê.
“Durante dois meses e meio eu pesquisei algumas agências de intercâmbio. Estudei os preços e informações que os agentes me passaram”, lembra a estudante. Após a pesquisa, escolheu uma que parecia mais confiável e fechou o pacote.
Como é um intercâmbio, ela deve ficar no dormitório de uma universidade. Para não ter surpresas, ela viu as fotos do ambiente na agência de viagens e pesquisou na internet sobre a universidade e as instalações. “Também fui atrás de outras pessoas que já tinham feito a viagem para ter mais segurança”.
E viagem para o exterior requer alguns cuidados. Mesmo confessando não saber quais são todos os seus direitos como viajante, Rafaella fez um seguro de viagem, caso ela tenha algum problema durante sua estadia nos Estados Unidos.
Mas, mesmo com toda a precaução que tomou, as pesquisas e outras medidas de prevenção, a estudante de Fisioterapia ainda sente uma sensação de insegurança com a viagem. “Só vou saber se está tudo certo quando chegar lá”.
Não custa lembrar
Cautela nunca é demais para quem quer viajar seguro. O consultor jurídico do Ibedec lembra alguns detalhes que podem fazer a diferença para quem está longe de casa. “O ideal é não deixar nada para fazer em cima da hora. Se ocorrer problemas no contrato com a empresa de turismo, é bom ter sempre uma reserva em dinheiro e cartão”, lembra ele.
A empresa é obrigada a cumprir o que está no contrato, mas o consumidor deve ficar atento. O Código de Defesa do Consumidor é aplicável nas relações entre o consumidor e as agências devem cumprir com o que oferece pacote.
Orientações para quem vai viajar para o exterior
A maioria dos países tem adotado medidas mais rígidas no controle de entrada e circulação de estrangeiros em seus territórios. Seguem algumas recomendações:
Certifique-se junto à Embaixada ou Consulado do país para onde for viajar sobre requisitos e exigências, dependendo do objetivo da sua viagem.
Não viaje com visto de turista caso seu objetivo seja estudar ou trabalhar no país de destino. Você poderá ser preso e deportado.
Alguns países não exigem visto para turistas brasileiros. Essa dispensa não serve para quem for estudar ou trabalhar.
Ter um visto ou estar dispensado do visto não dá direito à entrada automática naquele país. A decisão final sobre sua entrada somente é dada no ponto de entrada pela autoridade migratória. Adote sempre tom respeitoso e evite cair em contradições nos contatos com as autoridades estrangeiras.
Desconfie de intermediários que prometem levar você a algum país sem os documentos exigidos.
O tempo que você poderá ficar no país de destino será determinado pela autoridade migratória no ponto de entrada.
Leve consigo os endereços e telefones das Embaixadas e Consulados brasileiros no seu país de destino.
Caso venha a ser detido por alguma autoridade estrangeira, você tem o direito de pedir para telefonar para sua Embaixada ou Consulado.
Quando viajar, leve sempre cópia dos seus documentos. Eles serão necessários para tirar novo passaporte no exterior em caso de extravio do anterior.
Todos os países adotam penalidades extremamente rigorosas de punição ao tráfico de drogas, sendo que alguns países aplicam a pena de morte a casos assim.
Não viaje para regiões conflagradas ou conturbadas. Na dúvida, consulte antes o Ministério das Relações Exteriores.
Fonte: Divisão de Assistência Consular (DAC)
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Em época de férias, o Ibedec dá algumas dicas para evitar problemas ou conseguir posteriores indenizações por parte dos turistas: Atenção redobrada para as propagandas com ofertas muito vantajosas, que podem esconder armadilhas; O consumidor deve exigir um contrato escrito com o preço total da viagem, nome da companhia aérea, data e horário do vôo, transporte terrestre, hotéis, translado, refeições, guias e taxas extras incluídas no pacote; Antes de fechar qualquer contrato é importante pesquisar no Procon se existe reclamação da agência contratada, evitando assim contratar com aquelas frequentemente descumprem seus contratos; Nas viagens internacionais o consumidor deve fazer a conversão da moeda para saber o valor exato do pacote em reais, aliás, próprio contrato deve trazer esta informação; Se a viagem for com destino a cidades, países ou épocas sujeitos a furacões, terremotos, vulcões e pandemias como a de gripe suína o consumidor deve ser avisado com antecedência. Cuidado com as atrações e eventos especiais. Na maioria das vezes, aumentam e muito o custo da viagem; Cuidado ao contratar “pacote de aventura”, para que não sofra qualquer acidente. Para se prevenir, é bom contratar um seguro de vida e acidentes pessoais específico; O consumidor deve sempre estar preparado para imprevistos, levando cartões de crédito de diferentes bandeiras, bem como uma reserva em dinheiro cheques de viagem para qualquer imprevisto, sendo importante também contratar um seguro de viagens. Por mais que as empresas tenham obrigação de indenizar, na hora do sufoco o consumidor acaba tendo que se virar sozinho. Em caso de problemas, o consumidor fotografar e filmar tudo que ocorrer diferente do contratado, deve guardar todos os comprovantes de despesas extras fizer e também registrar um boletim na Delegacia de Polícia. Uma reclamação Procon também é válida, pois vai gerar administrativa para a empresa, que pode até R$ 3 milhões, dependendo da gravidade caso e dos antecedentes da empresa. A pessoa que tiver prejuízos, pode interpor nos Juizados Especiais, que têm competência ações de valor até R$ 18.600. |
- Para saber se a agência de viagem é cadastrada, o que aumenta a confiabilidade da empresa, procure a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV)
Telefone: (11) 3231-3077. - Além disso, é importante checar com o Procon se as agências de viagem não possuem reclamações de outros clientes.
Telefone: 151 - Caso a viagem dê errado e o consumidor resolva entrar com uma ação contra a empresa, ele pode entrar em contato com o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec).
Telefone: 3345-2492