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Brasília

‘Tive que sair pelos fundos’, diz diretor da Faceb que denunciou ameaça

Arquivo Geral

06/02/2019 17h12

Polícia Civil foi acionada para “garantir a ordem” na sede da CEB, no SIA. Foto: Raianne Cordeiro/Jornal de Brasilia

Brenda Abreu, Marina Cardozo e João Paulo Mariano
redacao@grupojbr.com

Presidente da Fundação de Previdência dos Empregados da Companhia Energética de Brasília (Faceb), Marco Antônio Vieira está no centro de um embate envolvendo o sindicato dos funcionários da CEB. Conforme o Jornal de Brasília noticiou nesta quarta-feira (6), Vieira acusa sindicalistas de o ameaçarem de morte após ter tomado “medidas administrativas”.

“Não cheguei a ser agredido. Foram ameaças verbais de diretores do STIU-DF. Eu tive que sair correndo pelos fundos”, revela, ao JBr.. Ele confirma que a confusão teria começado porque ontem (5) à tarde houve a demissão dos funcionários da fundação. E justifica que um estudo interno constatou a necessidade de diminuir gastos. Doze profissionais foram demitidos, além de a gestão prever o fim da central de atendimento da Faceb, canal entre trabalhadores e aposentados para tratar de benefícios de saúde e previdência. O quadro foi reduzido para 40 funcionários. 

Depois da confusão, equipes da Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil amanheceram na porta da CEB, no SIA, nesta quinta-feira (6). O objetivo seria “garantir a ordem”, evitando mais embate e garantindo a manutenção dos serviços. No entanto, Marco Antônio Vieira não soube explicar a presença dos policiais civis em vez de militares – uma vez que operações de manutenção da ordem são atribuição da PM. A PMDF confirmou que não foi acionada para o local.

Entenda o caso

Atos administrativos da nova gestão provocam rebuliço na Companhia Energética de Brasília (CEB) nesta semana. Entre eles, a ameaça de extinção da central de atendimento da Fundação de Previdência dos Empregados (Faceb) e a demissão de 12 funcionários da fundação. A situação despertou reação imediata do sindicato dos trabalhadores. Serviços essenciais foram suspensos na terça-feira (5), em pleno período de chuvas e de consequente aumento da demanda por manutenção em todo o DF.  A confusão terminou com denúncia de ameaça de morte ao diretor Fundação, Marco Antônio Vieira, registrada em ocorrência policial.

Na tarde de ontem (5), funcionários da Faceb e sindicalistas teriam invadido o centro de operações da CEB, segundo a assessoria do órgão, deixando o trabalho suspenso por cerca de três horas. Durante a confusão, o presidente da Faceb teria recebido as ameaças de morte por funcionários. Marco Antônio Vieira registrou ocorrência no mesmo dia na 8ª Delegacia de Polícia (SIA). 

À polícia, Vieira relatou que “teve que tomar decisões administrativas que desagradaram algumas pessoas, motivo pelo qual vem sendo ameaçado de morte”. Ele narrou que, ainda na terça-feira (5), recebeu mais ameaças e xingamentos, e teve que fugir dos autores para não ser agredido.

“Manutenção da ordem”

Hoje (6), a porta sede da companhia, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), amanheceu repleta de viaturas. A Polícia Civil foi acionada para controlar qualquer movimentação atípica e “manter a ordem”, segundo a assessoria. O objetivo era evitar um novo embate em reunião entre o presidente da CEB,  Edson Garcia, e representantes do Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU) e da Faceb.

Os sindicalistas pedem a demissão imediata de Marco Antônio Vieira, além da suspensão do ato que demitiu os profissionais. As entidades estão insatisfeitas com a gestão do presidente da Faceb e pedem que ele seja afastado. “Por absoluta incapacidade para conduzir processos de negociação e construção de consenso em torno dos problemas da entidade”, justifica o diretor do STIU, João Carlos Dias Ferreira. Segundo ele, o atual presidente, que não estava presente na reunião deliberativa, é “insensível” ao que é pedido pelos trabalhadores. 

 

Reclamações

Uma das principais reivindicações é a manutenção da central de atendimento, canal entre trabalhadores e aposentados para tratar de benefícios de saúde e previdência, que deverá ser extinta por Marco Antônio. O sindicato argumenta que esse serviço é fundamental para os funcionários. Na reunião desta quarta-feira (6), foi decidido que o trabalho será mantido – ao menos por enquanto. 

Já a demissão dos 12 funcionários foi mantida. Em relação ao pedido de exoneração do diretor Marco Antônio, o presidente da CEB prometeu ao sindicato levar a questão ao governador do DF, Ibaneis Rocha, por se tratar de indicação do chefe do Executivo local.

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