Jéssica Antunes
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A adolescente de 17 anos arremessada de um ônibus em movimento na rodovia BR-020 na manhã desta terça-feira (6) será transferida para o Instituto Hospital de Base (IHB), onde deve passar por cirurgia. Com suspeita de traumatismo craniano e clavícula fraturada, ela é monitorada no Hospital Regional de Sobradinho. O Jornal de Brasília conversou com a mãe da vítima.
A jovem saiu cedo de casa com destino à escola na Asa Norte, onde cursa o 2º ano do Ensino Médio, mas depois de entrar no ônibus sequer chegou ao ponto seguinte. Com o veículo lotado, ela estava encostada quando a porta se abriu, jogando-a para fora do coletivo em movimento, na marginal da rodovia. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
A Secretaria de Saúde não indicou o estado clínico da menina, mas, segundo a mãe, ela passou a manhã consciente e desorientada. “Ela quebrou a clavícula e fizeram exames de sangue e na cabeça, onde há mais ferimentos, também colocaram sonda. Minha filha chegou agitada, mas depois ficou tranquila. Eu entrego nas mãos de Deus”, conta a diarista Maria Alessandra Alves Moreira, 40 anos.
A família estava em casa quando foi avisada do acidente pelos socorristas. “Vim correndo para o hospital. Tive muito medo de perder minha filha. Quando vi a cabeça cheia de sangue pensei no pior, mas vejo que ela está viva e fico mais tranquila. Rezo para que fique bem e nem precise de cirurgia”, confessa, apreensiva. Terceira filha de uma família com cinco irmãos, a garota é a primeira a sair de casa pela manhã e, neste mês, completará 18 anos.
A mãe ressalta que, naquele horário, os ônibus são lotados. “Pedem para não encostar na porta, mas às vezes não tem o que fazer. Se levantar o pé nem tem como colocar de volta. Mas a abertura das portas são por ar, deveria ser difícil de acontecer”, analisa. Maria espera que as investigações indicam a real causa do acidente que feriu a menina.
Testemunhas são ouvidas
O caso é investigado pela 13ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho. Em depoimento, o motorista do ônibus da empresa Piracicabana foi ouvido e disse que a porta abriu sozinha e que o veículo não havia apresentado problemas, mas não costuma pegar o mesmo carro todos os dias, então não havia como dizer se algo ocorreu em períodos anteriores. Se o motorista tiver aberto a porta com o veículo em movimento, ele poderá ser responsabilizado por negligência.
Segundo o delegado Hernane Cosseti de Almeida, plantonista da 13ª DP, relatos de testemunhas e o laudo pericial ajudarão a determinar as causas do acidente. “Uma passageira, que estava antes da roleta, acredita que quando o ônibus começou a se movimentar estava com a porta fechada, mas não conseguiu dar certeza”, afirmou ao Jornal de Brasília. Procurada, a Viação Piracicabana informou que acompanha o caso e que é necessário aguardar a perícia para apontar possíveis causas.