Internados por necessidades médicas, dois presos do regime fechado conseguiram fugir de um quarto no Hospital Regional do Paranoá, no início da tarde deste domingo (24). Segundo enfermeiros, ele roubou a arma de um agente penitenciário da Policial Civil e saiu atirando. Em pânico, os funcionários da unidade de saúde correram para se esconder do criminoso. Pelo menos cinco tiros foram ouvidos e duas pessoas foram feitas reféns – pai e filho.
Por volta de 16h40, o suspeito se entregou – quatro horas após o sequestro. O preso havia exigido a presença da imprensa e da Comissão de Justiça e Direitos Humanos. Além da presença de um advogado.
Os acessos ao hospital foram fechados pela Polícia Militar. Segundo a policiais militares, ele estava internado na ala conhecida como Papudinha, que abriga presos do Complexo Penitenciário da Papuda, quando requerem atendimento hospitalar.

Agentes da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá e da Divisão de Operações Especiais foram deslocados para o hospital. Policiais do Bope também entraram em ação e irão negociar a libertação dos reféns e a rendição dos presos.
Reféns
Paiai e filho ficaram na mira do criminoso durante horas. Eles estão na unidade de saúde desde à noite de ontem. A criança passou por cirurgia de apendicite por volta de 01h. A mãe do garoto passou à noite no hospital e saiu pela manhã. O pai, por sua vez, passou a acompanhar a criança, enquanto a mãe descansava. Por volta de 08h, o preso invadiu o quarto, rendeu o pai, pegou o celular e ligou para a mãe do menino.
Após o susto, a criança foi examinada por um médico e passa bem.
Veja todos os detalhes na edição desta segunda-feira do Jornal de Brasília.