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Brasília

Testemunhas do caso de jovem espancado no Sudoeste serão ouvidas nesta sexta-feira (15)

Arquivo Geral

15/12/2017 7h00

João Paulo voltava para casa de bicicleta, durante a madrugada, quando suposto crime ocorreu. Foto: Arquivo Pessoal

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

O caso do músico de 30 anos que teria sido agredido no Sudoeste ainda é um mistério até para a Polícia Civil. Hoje, o delegada-adjunto Alexander Traback ouvirá testemunhas e analisará as filmagens de prédios próximos ao local do suposto crime. A família também prestará depoimento. “Vamos apurar até conseguir encontrar uma resposta”, garante Traback.

A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) é a responsável pela investigação do crime, mas até o momento não há sequer uma única linha de investigação definida. A principal preocupação da família, no entanto, agora é que João Paulo Carvalho de Sousa possa melhorar, pois o estado continua grave.

Segundo o delegado Alexander Traback, os agentes têm trabalhado em três linhas de investigação: agressão, acidente de trânsito ou roubo. “Não está definido. Pode ter sido um acidente de trânsito, tendo em vista que ele possui somente uma lesão na cabeça. Mas pode ser a agressão em si, que é a versão que a família apresenta”, conta.

A terceira possibilidade é a roubo, mas, de acordo com Traback, esta é a menos provável. “Nada foi furtado”, destaca. Para o delegado-adjunto, o crime é um mistério. “Se fosse agressão, era para ele ter mais lesões pelo corpo. Porém, se fosse roubo, era para terem levado algo dele. A bicicleta estava lá, tudo”, pondera.

A versão do acidente é contestada pela a mãe do músico, Vera Lúcia de Oliveira, 64 anos. “A bicicleta está intacta. Não está quebrada, está com tudo funcionando”, alega. Para ela, a agressão é a linha de investigação mais provável.

Estado de saúde piora

João Paulo não apresentou nenhuma melhora em seu estado clínico. De acordo com a mãe, a previsão era de que a partir de terça-feira os médicos tirariam a sedação. “Mas ele está pior. Está totalmente sedado. Tentaram tirar o oxigênio, para ver se ele conseguia respirar, mas não consegue”, lamenta Vera Lúcia.

João Paulo já passou por três cirurgias no crânio por conta do traumatismo craniano e quarta-feira acabou sofrendo uma parada cardíaca. “Reanimaram meu filho, mas ele não tem evoluído ao tratamento”, conta a aposentada.

Enquanto isso, a saúde do músico inspira atenção e cuidado. Por isso, ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base.

Saiba mais

  • No último dia 3, João Paulo voltava de um bar na Asa Norte, às 4h, de bicicleta, quando tudo aconteceu, a 800 metros de casa.
  • Os primeiros socorros foram prestados por dois homens que faziam uma entrega próximo ao hospital Maternidade Brasília, no Sudoeste.

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