Está suspensa a venda do terreno na QL 24 do Lago Sul onde seria erguido um centro comercial nos moldes do Pontão. A companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) anunciou ontem que a homologação da venda do lote, medical que fica às margens do Lago Paranoá, não vai ser feita porque ainda não foi firmado, na Justiça, o acordo sobre a penhora do imóvel.
O terreno havia sido vendido por um lance único de R$ 66 milhões na última quinta-feira em uma licitação da estatal. Agora, a empresa Principal Construções Ltda, do Grupo PaulOOctávio, vai receber de volta o valor de 5% da caução, que corresponde a cerca de R$ 3 milhões. A assessoria da Terracap informou que o terreno estava hipotecado por uma dívida trabalhista de um grupo de cem funcionários e ainda havia um reclamação de propriedade de uma pessoa física.
No entanto, os problemas com ambas as partes foram resolvidos e o acordo encaminhado à Justiça. Como não há prazo para a proposta ser firmada judicialmente, a Terracap optou por não homologar a venda. Depois da decisão, a estatal garantiu que o terreno voltará a ser licitado e que não existem pendências ambientais ou problemas urbanísticos que impeçam a criação de um empreendimento no local.
A notícia trouxe um alívio momentâneo para os moradores do Lago Sul que são contra a instalação de um shopping no bairro. A presidente da Associação de Moradores da QI 25, Olga de Mello Franco, destacou que a comunidade não está satisfeita com essa nova intervenção, que foi proposta sem consulta prévia às associações e prefeituras de quadras.
Ela enfatizou ainda que existe uma grande preocupação com o meio ambiente já que o terreno faz divisa com uma área de proteção ambiental. “Vamos lutar até o fim para impedir essa construção”, disse Olga.