Isa Stacciarini
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Ir trabalhar é um desafio diário para motoristas e cobradores de ônibus. A maioria dos terminais rodoviários do DF está em estado precário. São estruturas antigas, banheiros quebrados, falta de abrigo, poeira e muita insegurança. Em alguns casos não há nem o terminal propriamente dito.
O Jornal de Brasília visitou quatro deles e verificou a situação de passageiros e trabalhadores. Num dos mais críticos, o Terminal Rodoviário da Viação Riacho Grande, localizado no Recanto das Emas, o cheiro incomoda e a falta de estrutura atrapalha quem precisa trabalhar. “Tem que ter muita força de vontade para vir para cá todos os dias. Nem asfalto tem aqui. Quando o clima tá seco é uma poeira danada e, quando chove, ninguém aguenta a lama”, reclama o cobrador Geronildes Ferreira de Lima.
Localizado ao lado de uma Estação de Tratamento de Esgoto, o odor é forte. Além disso, os empregados têm de conviver com uma fossa atrás do terminal. “Esse lago que se formou aqui está azul de tanta sujeira. É um cheiro que incomoda”, critica o motorista Edimar Alves.
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