Terminou o prazo para que beneficiários que tiveram algum tipo de problema com o lote entregue no passado pelo governo do Distrito Federal, no Riacho Fundo II, apresentassem defesa para que as áreas não sejam retomadas pela Secretaria de Habitação. Várias famílias que receberam o benefício foram denunciadas por transações ilegais com os terrenos, como venda, empréstimo, aluguel ou mesmo abandono. Todos os denunciados ganharam 30 dias para apresentar justificativa ao GDF.
“A partir de agora os recursos serão analisados por uma comissão criada na Secretaria de Habitação. Os lotes que forem retomados serão redirecionados a quem realmente precisa”, informou o secretário Paulo Roriz. Segundo ele, só no Riacho Fundo II aproximadamente 400 lotes apresentaram algum tipo de irregularidade. “A maioria dos casos é de pessoas que ganharam a área e até hoje não ocuparam”, completou. Os técnicos do GDF encontraram, ainda, áreas invadidas por pessoas que não se enquadravam dentro dos critérios exigidos por lei.
Os beneficiados receberam os terrenos entre 2004 e 2006 e, pelas normas do GDF, deveriam ter ocupado a área em no máximo um ano. Além do Riacho Fundo I e II, a fiscalização da Sehab já fez verdadeiro pente fino nas cidades que possuem áreas destinadas ao programa habitacional de interesse social. São elas: Ceilândia, Samambaia, São Sebastião e, mais recentemente, em Santa Maria. O GDF estima que pelo menos 20 mil imóveis em todo o DF possuam algum tipo de irregularidade. A Codhab deve anunciar o resultado da análise em, no máximo, 30 dias.