Com mais de 160 mil usuários por dia e 29 estações, o sistema metroviário do Distrito Federal tornou-se uma alternativa para melhorar o trânsito, principalmente, nas vias EPNB (Estrada Parque Núcleo Bandeirante) e EPTG (Estrada Parque Taguatinga), trajeto que liga o Plano Piloto às cidades de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. Cada vez mais utilizado pela população, o trem precisa ser limpo a cada viagem. De acordo com o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Distrito Federal (Seac/DF), a higienização dos trens ajuda a prevenir problemas respiratórios, e incentiva a população a usar mais o metrô a tirar o carro da garagem.
As empresas terceirizadas responsáveis pela conservação das estações do metrô, e pelo corte das gramas em torno dos trilhos e dos trens, mostram na prática a eficácia da terceirização, por exemplo. “Normalmente, uma equipe de dez pessoas, em média, se reveza para assear bancos, vidros, paredes, piso, cabine, pega-mão e lateral’’, conta Luiz Cláudio La Rocca de Freitas, presidente do Seac/DF. Estudos apontam que o risco de pegar vírus em ambientes fechados é grande. Por isso, esta medida é importante para evitar a propagação de fungos e bactérias no ambiente.
Os colaboradores contratados para a higienização do metrô passam por treinamentos específicos, que vão desde o brilho da lataria de aço inox dos trens à limpeza profunda no teto, realizada uma vez por semana. Preparar os técnicos compreende treinamento específico da atividade a ser executada, além do conhecimento prévio das normas de higiene, segurança e saúde no trabalho, prevista na Convenção nº 189 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Para Freitas, o objetivo desse tipo de serviço é restaurar os padrões de higiene e limpeza nos locais em que transitam muitas pessoas. “Esta limpeza tem que ser realizada com a máxima perfeição. A necessidade de ter alguns cuidados especiais como a utilização dos produtos certos, bem como de acessórios e equipamentos destinados ao processo de higienização, é o que vai inibir a formação de culturas reprodutivas de germes e bactérias e, conseqüentemente, eliminá-las’’, pontua.
“A limpeza interna profunda é tão delicada que até as frestas das janelas não escapam. É dada uma atenção especial aos cantos das portas e às cabines. Outro acessório importante são as vassourinhas adaptadas com cabo longo e a pá portátil denominada bituqueira’’, compartilha o presidente do Seac/DF.
Outra questão fundamental que precisa ser discutida são as responsabilidades por parte da contratante. Muitas vezes, as empresas que vencem as licitações não possuem as condições necessárias para o cumprimento de suas obrigações. “Uma empresa que descumpre contratos e, muitas vezes, deixa de pagar seus colaboradores, acaba comprometendo a credibilidade de todo segmento”, ressalta.