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Brasília

Tempo de espera no metrô chega a 50 minutos pela manhã

Arquivo Geral

23/03/2010 10h57

A greve decretada pelos metroviários na noite de ontem (22) prejudicou a operação do sistema nesta manhã. No período considerado de pico, das 6h às 9h, o tempo de espera chegou a 50 minutos. Tumulto nas plataformas provocou o fechamento temporário de duas estações, Furnas e Praça do Relógio, por medida de segurança.

Em dias normais, até 19 trens circulam neste horário. Com o número de empregados reduzido, apenas seis trens operaram a partir das 6h de hoje. A grande demanda de usuários lotou as estações. A Polícia Militar foi acionada para conter um tumulto na estação Furnas, por volta das 7h30. A estação foi evacuada e ficou fechada até as 7h55.

Na Praça do Relógio, a espera ficou restrita à área externa da estação entre 7h50 e 8h25, período em que esteve fechada para evitar a superlotação nas plataformas. A estratégia teve o objetivo de preservar a segurança dos usuários.

O tempo de espera em estações como as de Ceilândia e de Samambaia, que normalmente não ultrapassa os 10 minutos no pico da manhã, chegou a 50 minutos. Usuários passaram mal em diversas estações. O tempo de embarque e desembarque médio, em cada estação, é de 15 segundos. Hoje, chegou a 5 minutos, gerando um atraso em cadeia. Viagens que duram até 40 minutos, demoraram o dobro do tempo nesta manhã.

TRT julgará a legalidade da greve

Por volta das 6h, não havia o efetivo de 30% de funcionários prometido pelo sindicato da categoria. A circulação dos trens começou com 35 minutos de atraso – o efetivo de 6 pilotos só estava disponível às 6h05, quando o normal é às 5h30. Nas estações, havia apenas 10% dos agentes e inspetores às 6h e 25% às 7h. Já as equipes de segurança estavam reduzidas a 4% às 6h e à 12% às 7h.

Os metroviários decretaram a paralisação do serviço nesta manhã sem que antes tivesse comunicado a decisão oficialmente ao Metrô-DF, conforme determina a legislação – o prazo é de 72 horas. Por isso, a Companhia recorrerá à Justiça do Trabalho hoje para que julgue a legalidade do movimento. A ação será protocolada ainda nesta manhã.

A greve é motivada por uma reivindicação que não pode ser atendida pelo governo. O SindMetrô pede, entre outros itens, 60% de reajuste salarial, além de gratificações específicas como a redução da jornada de trabalho para seis horas diárias para pilotos.

O GDF oferece correção salarial com base na inflação do período (medido pelo INPC), mais 6,5% de reajuste em abril e 6,5% em setembro, além de aumento nos benefícios sociais (auxílio-creche, tíquete e reembolso do plano de saúde).

Por dia, o Metrô-DF transporta cerca de 160 mil usuários. Para aqueles que optarem pelo transporte nas condições atuais, a Companhia recomenda paciência e respeito às normas de segurança e postura nas estações e trens.

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