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Brasília

Templos poderão ter isenção para o uso de áreas adjacentes durante eventos religiosos

Projeto de lei de autoria do deputado João Cardoso exclui obrigatoriedade do pagamento de taxas para templos durante festividades, com o intuito de baratear custos e incentivar manifestações populares

Suzano Almeida

17/07/2024 16h40

Primeiro templo em alvenaria erguido na cidade, a Igrejinha foi projetada a pedido da então primeira-dama do Brasil, Sarah Kubitschek | Fotos: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

A Câmara Legislativa analisa projeto de lei que pretende isentar templos religiosos de pagar a contraprestação de uso de área pública quando realizarem eventos e festividades nas adjacências de seus lotes. A proposta do deputado distrital João Cardoso (Avante) segue em debate nas comissões da Casa, e deve ser analisada no decorrer do segundo semestre pelo Plenário.

De acordo com o Projeto de Lei 498/2023, ficam dispensados da taxa de contrapartida templos de qualquer credo, que realizem festividades e festas religiosas em área pública. Atualmente, estão dispensados de pagamento de taxas os eventos sem fins lucrativos, entidades que possuam parceria com o poder público, autarquias e órgãos governamentais.

Segundo o deputado em sua justificativa, a “discricionariedade quanto à dispensa do pagamento do preço público pela utilização de área pública tem se mostrado insuficiente para o incentivo e preservação das celebrações e festividades realizadas por templos de qualquer culto, as quais, muitas vezes, estendem-se para áreas públicas localizadas nas adjacências dos templos, dadas a adesão das comunidades locais a tais celebrações”.

“Essa cobrança, a depender da localidade do templo (que é um dos fatores de cálculo do valor), pode ser alta a ponto de inviabilizar a realização de festividades tradicionais, o que é um fator de dificuldade para o desenvolvimento, pelos templos, de atividades que privilegiem a inclusão social, a promoção cultural e a realização de atividades religiosas para as suas comunidades”, defende o projeto.

O parlamentar defende, ainda, que a aprovação da lei é importante para incentivar manifestações populares e culturais, dando como exemplo as festas juninas, que historicamente tem como primícias o culto de santos da Igreja Católica.

A expectativa é que o PL 498/2023 seja analisado no retorno das atividades da CLDF, a partir de agosto.

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