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Brasília

Telecentro de acessibilidade digital é inaugurado em Biblioteca Braille

Arquivo Geral

10/09/2009 0h00

Secretaria de Educação, em parceria com a Secretaria de Cultura e a Administração Regional de Taguatinga, inauguram nesta sexta-feira (11), às 9h, o Telecentro de acessibilidade digital para deficientes visuais da Biblioteca Braille Dorina Nowill. Nove computadores conectados à internet e equipados com softwares que permitirão aos deficientes visuais navegarem no mundo virtual.


A coordenadora da Biblioteca, Leonilde Fontes, diz que a inauguração do Telecentro é um sonho há muito tempo esperado por funcionários e freqüentadores do espaço cultural. “Era o que faltava para que a inclusão digital realmente tomasse conta da nossa biblioteca. Traduz numa conquista muito importante, pois vai permitir que o mundo se abra para o deficiente visual, proporcionando-lhe uma vida mais digna, mais cidadã, com mais oportunidade de trabalho, enfim, uma vida melhor”, afirmam.


A professora aposentada e educadora voluntária, Dinorá Couto, explica que além dos 65 deficientes visuais cadastrados na biblioteca o telecentro vai beneficiar também cerca de 800 visitantes que todos os meses utilizam o acervo da biblioteca. Segundo Dinorá, o telecentro deverá funcionar de segunda a sexta-feira pela manhã e tarde em horário ainda a ser divulgado.


“Os cursos que estamos preparando serão ministrados aos deficientes visuais duas vezes por semana e nos outros três dias o telecentro ficará aberto para estudos, pesquisas e demais necessidades de nossos visitantes, como inscrições em concursos públicos, acesso a e-mail e outras”, explica.


O professor de informática, Milton Peres, funcionário da Biblioteca desde 2002 e também deficiente visual, é o responsável pelo telecentro, fará o acompanhamento dos alunos e ministrará os cursos.


Milton explica que os computadores estão equipados com os sistemas operacionais Windows, que opera com software NVDA, e Linux que trabalha com o software Orca. Segundo o professor, os programas instalados nos computadores são fundamentais para o deficiente visual operar a máquina e explica como funcionam. “Por meio de um sintetizador de voz, o programa faz a ponte com o sistema operacional e dá voz para tudo que é digitado na tela do computador. Ao digitar no teclado qualquer caracter, o programa vai falando as letras como se estivesse soletrando e depois de acionado a barra de espaço, o programa diz a palavra por inteiro. O programa também lê o conteúdo dos ícones e das barras” explica.


Noeme Rocha da Silva, 49, deficiente visual que freqüenta a biblioteca há 14 anos, diz que já possui algum conhecimento em informática, mas pretende aprimorar os seus conhecimentos freqüentando os cursos que serão abertos.


“Tenho certeza que este telecentro vai ajudar muito os deficientes visuais e em especial pessoas como eu que possuem algum conhecimento em informática, mas necessitam de ampliar o conhecimento. Para mim será fundamental para concluir a minha graduação em Serviço Social” diz.

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