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Tecnologia permite produzir até 30 vezes mais peixes usando menos água e ração

Neste sistema, partículas suspensas de microalgas e bactérias agregadas em restos de ração garantem uma parte dos nutrientes

Uma nova tecnologia marca presença na AgroBrasília 2022 a partir desta terça-feira, 17. Se trata de um projeto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), um estudo de viabilidade técnica e econômica da criação de tilápias no sistema bioflocos, que permite produzir até 30 vezes mais peixes utilizando 20% da água de um sistema de criação intensivo tradicional e com até 30% menos ração.

Neste sistema, partículas suspensas de microalgas e bactérias agregadas em restos de ração garantem uma parte dos nutrientes necessários para o desenvolvimento dos peixes e permitem que a água seja reutilizada.

“O sistema bioflocos é uma alternativa para produção intensiva de peixes para locais onde não há muita disponibilidade hídrica e de área física, além de melhorar as respostas de ganho de peso, conseguindo produzir mais quilos de peixe por metro cúbico”, ressalta o coordenador do Programa de Aquicultura da Emater-DF, Adalmyr Morais.

Segundo ele, em um sistema convencional produz-se 1 kg/m3 e no bioflocos, até 30 kg/m³. Além de demandar uma menor renovação de água na produção, o sistema gera menor gasto com ração, já que o biofloco pode ser consumido diretamente pelos peixes.

Há também redução no consumo de ração, um dos principais insumos na criação de peixes, que corresponde a até 70% do custo de produção. Mas a redução proporcionada pela técnica do biofloco implica aumento de gastos com outros insumos, como energia elétrica e estrutura física para a criação dos peixes. “Por isso, por meio de um estudo de viabilidade econômica, a Emater-DF concluiu que o sistema é viável apenas na fase inicial de crescimento dos peixes, de alevino para juvenil”, destaca Adalmyr.

*Com informações da Emater-DF

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