Menu
Brasília

TCDF suspende contrato emergencial para vigilância do GDF

Arquivo Geral

21/07/2016 7h27

Atualizada 20/07/2016 21h30

Josemar Gonçalves

O edital de R$ 555 milhões para a contratação dos serviços de vigilância no Governo do Distrito Federal está parado no Tribunal de Contas do DF (TCDF). O pregão está suspenso em função de representações contra o certame. O Palácio do Buriti pretendia lançar um contrato emergencial com validade até a solução do imbróglio. Não poderá mais. O tribunal proibiu o edital de emergência. Os contratos vigentes começam a expirar ao final deste mês. Em uma conta aproximada, afetam diretamente mais de 3 mil vigilantes.

Josemar Gonçalves

Josemar Gonçalves

Mesmas linhas, mesmos problemas
Segundo o TCDF, a contratação emergencial foi vetada pois o projeto básico é igual ao edital de licitação suspenso. Mesmas linhas, mesmos problemas, mesma conclusão. As representações contra a contratação nascem de empresas do setor. Algumas que inclusive atualmente prestam os mesmos serviços para o GDF. Neste caso, as peças foram produzidas pela pela Brasfort Empresa de Segurança Ltda. e pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no DF (SINDESP/DF).

Corrida palaciana
A coluna procurou a Secretaria de Planejamento, Gestão e Orçamento (Seplag), responsável pelo edital. No entanto, não teve resposta até o fechamento desta edição. Fontes dentro do governo, contaram que o Buriti mobilizou uma força-tarefa para tentar driblar o impasse na noite de ontem. No discurso do GDF, a licitação e o contrato emergencial poderão representar uma economia nos gastos públicos. A promessa do governo era de que todos os terceirizados serão empregados nos novos contratos. Hoje mais de 7 mil terceirizados vigiam secretarias, empresas e órgãos públicos. É uma situação tensa, muito tensa.

Do limão à limonada
Qualquer crise assusta quem tem o mínimo de juízo. Mas elas também são oportunidades. É como diz o ditado popular: faça do limão uma limonada. Segundo aliados do governo Rollemberg, o escândalo do pagamento de propina é uma chance de arrumar a casa. “Quem sabe com essa confusão toda Rollemberg não abra os olhos. Já passou da hora dele identificar os reais aliados e fidelizá-los”, sugeriu um deputado distrital.

R$ 3 milhões em cadeiras
A Câmara Legislativa pretende gastar R$ 3,3 milhões para comprar cadeiras, por sistema de registro de preços. O pregão ocorre no dia 2 de agosto. E tem deputado reclamando mesmo da falta de qualidade dos assentos da Casa.

Governador ainda não
Presidente da CPI da Saúde, Wellington Luiz (PMDB) diz estranhar algumas atitudes do governador Rodrigo Rollemberg, que tentaria desqualificar o trabalho da comissão. E diz que, embora os áudios – gravados pela presidente do Sindsaúde-DF, Marli Rodrigues – apontem para um suposto esquema de distribuição de propina a agentes públicos, citando pessoas ligadas a ele, não há a intenção de investigá-lo. Rollemberg, no entanto, não descarta que um pedido de impeachment nasça na comissão, que é comandada por um declaradíssimo oposiconista.

O algoz
Membro da CPI, o deputado Roosevelt Vilela (PSB) foi escalado para defender Rollemberg na comissão. Caberá a ele a tentativa de desqualificar Marli Rodrigues, que prestará depoimento hoje. O ex-bombeiro já foi devidamente munido com informações para confrontá-la. Mas ela diz ter provas. E estas provas comprometeriam a gestão do governador atual. Será que o suplente do agora secretário Joe Valle (PDT) já sabe de tudo o que a sindicalista guarda na manga?

Buraco é mais embaixo
Há expectativa de que Marli apresente outros áudios na sessão de hoje. E documentos. E relatos. E que a comissão tenha que fazer novas convocações para esclarecer os caminhos do suposto esquema, que envolveria gente grande e acima da esfera local. A conferir.

Prioridade para diabéticos
Diabéticos em jejum total terão atendimento prioritário no atendimento na rede de saúde do DF. Pelo menos é o que garante um projeto de lei da deputada distrital Liliane Roriz (PTB), que foi aprovado pela Câmara Legislativa e aguarda sanção do governador Rodrigo Rollemberg. Pela proposta, as unidades de saúde públicas e privadas, conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), ficam ainda obrigadas a compatibilizar essa prioridade com o atendimento ao idoso, deficientes, gestantes e demais atendimentos especiais previstos por lei. “O paciente diabético requer atendimento ainda mais especial, uma vez que não pode passar muito tempo em jejum. Isso pode acarretar problemas graves à saúde dele”, justifica a vice-presidente da Câmara Legislativa do DF.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado