Vinícius Borba
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A agressão e roubo a um taxista no último sábado abre uma questão que aflige várias metrópoles, entre elas Brasília. Representantes da categoria denunciam a inexistência da prática de parada obrigatória, que consiste em abordagens da Polícia Militar a táxis com passageiros em bloqueios e também no trânsito, estipulada para coibir o risco de mais assaltos a estes trabalhadores. A PM rebate, afirmando que a prática continua sendo feita.
Durante a madrugada último sábado, o taxista I.X., de 44 anos, pegou três passageiros no Pistão Sul de Taguatinga, em direção ao Plano Piloto. O que ele não esperava é que no caminho, os supostos clientes anunciassem assalto, e iniciassem uma sessão de espancamento e golpes com uma chave de fenda. Ele conseguiu parar o carro e descer do veículo, que foi roubado. O táxi foi recuperado ontem, encontrado em Sobradinho. Estava “depenado”: sem rodas, taxímetro, som e outros equipamentos.
Segundo o irmão da vítima, que trabalha com o mesmo no veículo, a falta de segurança é uma constante para o trabalho deles. “Não temos segurança de nada. Quando a noite está sem render, muitos acabam indo para as boates e bares pegar clientes em Taguatinga, mas eu mesmo já nem ia. Antigamente, havia a prática de parar nas blitze, e ainda éramos abordados pelas viaturas da PM, para checar se estava tudo bem. Hoje, estamos abandonados”, afirmou.
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