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Brasília

Taxa de desemprego do DF sobe em abril

Arquivo Geral

28/05/2009 0h00

De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego do DIEESE, online a taxa de desemprego no Distrito Federal teve alta em abril, em relação ao mês de março. Na taxa de desemprego total, o índice foi alterado de 17,2% para 17,5%. Apesar do aumento, esta é a menor taxa captada para os meses de abril desde 1997.


O nível ocupacional cresceu em 5 mil novos postos. No entanto, o aumento da População Economicamente Ativa (PEA) em 11 mil pessoas, que ingressaram no mercado de trabalho neste período, implicou no aumento do contingente de desempregados em 5 mil pessoas, sendo atualmente estimado em 239 mil .


O nível também registrou, em abril, uma variação positiva de 0,4%. Sob a ótica dos setores de atividade, as principais contribuições, em termos relativos, foram da Indústria (2,3%), do Comércio (1,1%), da Administração Pública (1,1%) e, em menor medida, dos Serviços (0,5%). Por outro lado, a Construção Civil (-1,8%) e o agregado Outros (-0,9%), assinalaram uma queda no período em tela.


Entre março e abril, o número de trabalhadores assalariados no Distrito Federal permaneceu estável, reflexo da queda do nível ocupacional no setor privado (1,1%), de um lado; e, de outro, da ampliação dos postos de trabalho no setor público (2,0%). No âmbito privado da economia, observa-se uma diminuição do contingente de trabalhadores assalariados com carteira (2,0%) e uma ampliação dos sem carteira (3,2%). No período em análise, os autônomos contabilizaram um crescimento no nível ocupacional de 5,1%.


Comportamento em 12 meses
Em 12 meses, a taxa de desemprego total no Distrito Federal diminuiu de 18,4% para 17,5%. O número de desempregados no Distrito Federal reduziu-se em 5 mil pessoas na comparação entre os meses de abril de 2008 e 2009. O crescimento das ocupações (43 mil) em ritmo superior ao número de pessoas que entraram no mercado de trabalho (38 mil) explica esse comportamento. O tempo de procura por um trabalho permaneceu estável em 57 semanas.

Em termos anuais, o nível ocupacional cresceu 4,0% fruto da elevação dos postos de trabalho na Construção Civil (12,5%), nos Serviços (6,5%), na Administração Pública (3,9%) e no Comércio (3,5%). Em contraposição, a Indústria e o agregado Outros apresentaram uma subtração no número de ocupações em 6,4% e 6,1%, respectivamente.


Na comparação entre os meses de abril de 2008 e 2009, o incremento estimado no contingente de assalariados foi de 6,7%, sustentado tanto pelo crescimento dos empregos no setor privado (9,1%), quanto no setor público, ainda que em menor intensidade (2,0%). A análise do setor privado mostra que, no período em tela, os empregos com carteira cresceram em ritmo mais acelerado do que os sem carteira: 9,9% contra 5,4%, respectivamente. O número de trabalhadores autônomos decresceu 0,6%, enquanto a diminuição do agregado demais posições foi de 2,2%.


Entre março de 2008 e 2009, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 6,0%, enquanto o dos assalariados, 3,7%. A massa de rendimentos, tanto dos ocupados, quanto dos assalariados, cresceu 9,9%, em decorrência da ampliação conjunta das ocupações e do rendimento médio.

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