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Brasília

Taguatinga lidera entre as regiões com maior número de sequestros

Arquivo Geral

05/12/2012 8h36

 

Lucas Lavoyer
lucas.lavoyer@jornaldebrasilia.com.br

 

Em cada novo levantamento organizado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), sobem os percentuais relacionados aos roubos com restrição de liberdade no DF, intitulados sequestros relâmpagos . Entre janeiro e setembro de 2012, meses que compõem a estatística  recente, houve 554 casos desta prática criminosa, o que corresponde a um crescimento de 22%, em comparação com o mesmo período de 2011, quando foram contabilizadas 454 situações. Taguatinga encabeça a lista das regiões administrativas com maior quantidade de crimes, com 104 ocorrências.

 

O levantamento veio à tona depois de duas situações ocorridas na noite de segunda-feira. Cinco pessoas ficaram reféns de criminosos sob ameaças com armas de fogo, na região norte do DF. Enquanto três colegas de faculdade seguiam para o Quintas do Amanhecer, em Planaltina, três homens, um deles armado, saíram de um veículo que havia fechado o carro dos estudantes e anunciaram o crime. Antes de serem liberados, os universitários rodaram por 15 minutos. Em Sobradinho, duas amigas foram rendidas na entrada de uma escola de idiomas, na Quadra 8. Dois homens as abandonaram na BR-020.

 

Regiões visadas 

As partes sul e oeste do DF são as que mais têm somado sequestros relâmpagos. Além de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Santa Maria acumularam volume maior de incidência: foram 69, 47 e 28 ocorrências, respectivamente, nestas regiões administrativas em 2012.  Brasília e Gama, com 57 e 30 casos, nesta ordem, apresentaram diminuição de 25% e 9%, em comparação com 2011, quando foram contabilizados 76 e 33 ocorrências.

 

O especialista em Segurança Pública da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Testa, revelou que a atuação forças de segurança pública com maior visibilidade e as características das cidades poderiam esclarecer a questão.

 

“Geograficamente, há uma quantidade enorme de pessoas nas áreas comerciais destas cidades. Este tipo de crime também é muito variável, migra muito. Onde a polícia aumenta a vigilância, as incidências diminuem. Os criminosos procuram locais onde pessoas estão distraídas, há uma ciência e técnica para se fazer isso”, revelou Testa. A Secretaria de Segurança não retornou o contato do Jornal de Brasília até o fechamento desta matéria, às 23h.

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