Os tiros disparados em frente a uma escola de Taguatinga Norte poderiam ter sido o prelúdio de um desastre maior. No carro da mãe que tentou levar a filha de 13 anos à força durante o intervalo das aulas foi encontrado um estojo com prováveis vestígios de veneno de rato. Testemunhas disseram que a mulher estava muito transtornada e falava coisas como “vim pegá-la para ficarmos só nós”.
“Ela chegou à escola visivelmente alterada”, relatou a diretora do centro de ensino, Bernardete Andrioli. “Já sabíamos que a guarda da filha não era mais dela, então não podíamos deixar ela levar a menina”, completou. Segundo Bernardete, a mãe pretendia pegar a garota e, ao ter sido impedida pelo porteiro, teria sacado a arma.
De acordo com a polícia, a mulher portava uma pistola calibre 40, roubada do marido militar cinco dias antes do fato. Dois disparos foram feitos num intervalo de poucos minutos. O primeiro atingiu um ponto muito próximo à entrada principal do estabelecimento e o outro ainda tem o trajeto desconhecido pela perícia.
“A mãe encontrou a filha no pátio de entrada da escola, mas a menina não queria ir. A autora, então, puxou a arma e pressionou contra o pescoço da vítima, tentando arrastá-la para o carro. Sorte que a menina se desvencilhou e voltou correndo para a escola”, explicou Daniel Gomes, delegado da 17ª DP (Taguatinga Norte).
A diretora da escola contou que a polícia foi acionada tão logo a mulher alterou o tom de voz em frente ao portão da escola. O primeiro disparo teria acontecido pouco depois de a suspeita ter tomado a filha em direção ao carro e o segundo depois de a menina já ter escapado. Após os tiros, a autora entrou em um carro e partiu.
Memória
Em 28 de fevereiro último, um adolescente de 14 anos foi baleado no Centro de Ensino Fundamental Caseb, 909 Sul. Os disparos teriam sido por conta de um acerto de conta entre jovens.