Fábio Magalhães e Camila Costa
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Cerca de cinco mil pessoas que participavam do concurso para preenchimento de 28 vagas do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região viveram momentos de pânico, quando o piso de duas salas, de dois blocos da Universidade Paulista (Unip), na 913 Sul, apresentou rachaduras, o que fez o prédio tremer. No susto, um candidato se jogou da janela do segundo andar do bloco A e três pessoas precisaram de atendimento médico por causa de crises nervosas. A prova foi cancelada.
As vítimas foram levadas a diferentes hospitais. O rapaz que pulou da janela, F.V., 23 anos, foi socorrido por um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele fez exames, ficou em observação e recebeu alta. Não houve ferimentos ou fraturas graves. “Ele está consciente, está sentindo muita dor. Foi ele mesmo quem nos avisou sobre o ocorrido, já no hospital. Ninguém da organização do concurso nos procurou”, diz o cunhado da vítima, Henrique Fernandes, 29 anos.
Conforme explica a tenente Juliana Leal, do Corpo de Bombeiros, não houve abalo na estrutura do prédio e somente o barulho foi o responsável por causar o pânico. “As pessoas relatam que o barulho foi intenso. Na verdade, a única coisa que ocorreu foi a cerâmica de duas salas ter ficado em forma de pirâmide. A estrutura em si está preservada”, diz.
Dilatação é comum
Segundo o subsecretário de Operações da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra, apesar de a cerâmica ter se soltado da estrutura, a laje do edifício não foi afetada e, por isso, a universidade pode funcionar normalmente. “Nesta época do ano é comum que tenha dilatação do material. A Defesa Civil constatou que o material é inadequado, que pode ser argamassa velha ou barata e recomendamos que seja realizado um novo laudo e a eventual troca do material”, diz o subsecretário.
Candidatos, fiscais e coordenação do concurso evacuaram o prédio. “O pânico foi muito grande, mas deu para todos saírem. Alguns, inclusive, saíram até mesmo com as provas e gabaritos, outros, deixaram tudo para trás”, conta a fiscal de prova Rosilene Coelho, 30 anos. Cadeirante, ela diz não ter tido problems para sair.