
Centro de Ensino Fundamental (CEF) 34, no Setor O de Ceilândia, permanece fechado depois do Carnaval devido a rastros de destruição. A ação de criminosos teria começado no sábado, quando a guarita do colégio foi incendiada. Não satisfeitos, os suspeitos voltaram e fizeram um estrago ainda maior. Eles quebraram e colocaram fogo em cadeiras, derrubaram armários, danificam torneiras espalhadas pela escola, destruíram o bebedouro principal, estilhaçaram vidraças, arrombaram as portas e até cerraram o cadeado de uma sala de aula. Tudo na noite de quarta-feira, sem que os vândalos fossem notados.
O maior estrago aconteceu na biblioteca. Lá, os autores da destruição derrubaram e destruíram livros – alguns sequer tinham sido utilizados ainda. Nas paredes da escola, eles deixaram mensagens ameaçadoras com palavras de insulto ao diretor do colégio.
Furto
Os suspeitos ainda levaram um computador e quebraram mais de 30 lâmpadas. Desde então, o colégio está sem água e sem energia elétrica. A direção calcula um prejuízo de pelo menos R$ 10 mil. O diretor da escola, José Sarmento, foi comunicado da situação por volta das 12h de quarta-feira pelo porteiro. Ele registrou ocorrência na 24ª DP (Ceilândia) e, segundo o educador, policiais estiveram no colégio na tarde do mesmo dia, mas até às 15h de ontem a perícia ainda não tinha sido feita.
“A gente se vê de mãos e pés atados, sem poder fazer nada. Foi mais um ato de vandalismo do que propriamente de roubo”, lamenta. Ontem e hoje as aulas foram suspensas para que a escola seja colocada em ordem. Segundo Sarmento, a Diretoria Regional de Ensino confirmou que hoje uma empresa de engenharia deve começar a reconstruir tudo o que foi quebrado.
“Pretendemos retomar as aulas na segunda, mas as coisas estão difíceis porque tínhamos quatro vigilantes, e agora só restaram dois. Um pediu transferência porque estava sendo ameaçado por um grupo, outro está de férias e os que sobraram se revezam nas noites do fim de semana e feriados”, explica.