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Brasília

Susto após feriado em escola na Ceilândia

Arquivo Geral

07/03/2014 8h40

Centro de Ensino Fundamental (CEF) 34, no Setor O de Ceilândia, permanece  fechado depois do Carnaval devido a rastros de destruição. A ação de criminosos teria começado no sábado, quando a guarita do colégio foi incendiada. Não satisfeitos, os suspeitos voltaram e   fizeram um estrago ainda maior. Eles quebraram e colocaram fogo em   cadeiras, derrubaram armários, danificam torneiras espalhadas pela escola, destruíram o bebedouro principal, estilhaçaram vidraças, arrombaram as portas e até cerraram o cadeado de uma   sala  de aula. Tudo   na noite de quarta-feira, sem que os vândalos fossem   notados.

O maior estrago aconteceu na biblioteca. Lá, os autores da destruição derrubaram e destruíram livros    – alguns sequer tinham sido utilizados ainda.   Nas paredes da escola,  eles deixaram mensagens ameaçadoras com palavras de insulto ao diretor do colégio.

Furto

Os suspeitos ainda levaram um computador e quebraram mais de 30 lâmpadas. Desde então, o colégio está sem água e sem energia elétrica. A direção calcula um prejuízo de pelo menos R$ 10 mil. O diretor da escola, José Sarmento, foi comunicado da situação por volta das 12h de quarta-feira pelo porteiro. Ele registrou ocorrência na 24ª DP (Ceilândia) e, segundo o educador, policiais estiveram no colégio   na tarde do mesmo dia, mas até às 15h de ontem a perícia ainda não tinha sido feita.

“A gente se vê de mãos e pés atados, sem poder fazer nada. Foi mais um ato de vandalismo do que propriamente de roubo”, lamenta. Ontem e hoje as aulas foram suspensas para que a escola seja colocada em ordem. Segundo Sarmento, a Diretoria Regional de Ensino confirmou que hoje uma empresa de engenharia deve começar a reconstruir tudo o que foi quebrado.

“Pretendemos retomar as aulas na segunda, mas as coisas estão difíceis porque tínhamos quatro vigilantes, e agora só restaram dois. Um pediu transferência  porque estava sendo ameaçado por um grupo,  outro está de férias e os que sobraram se revezam nas noites do fim de semana e feriados”, explica.

Diretor diz que normas não foram aceitas

Desde que as aulas começaram, há pouco mais de um mês, a escola foi alvo duas vezes de criminosos. A primeira ação aconteceu em 16 de fevereiro, quando dez computadores foram roubados. O diretor acredita que o mesmo grupo seja o responsável pela destruição neste feriado de Carnaval. Segundo Sarmento, a hipótese é de que alunos entre 14 e 15 anos que frequentam a Classe de Distorção de Idade e Série sejam os autores do vandalismo.
 
“Acho que foi uma represália, pois assim que os alunos iniciaram as aulas, a escola explicou sobre regras, o que não foi bem aceito por um grupo de estudantes. Mas eu deixei claro que aqui dentro sou eu que dito as normas”, esclarece.  
Sarmento conta que há duas semanas flagrou um grupo de alunos fumando maconha dentro do colégio. “Nós repreendemos e demos suspensão para três deles. Esses são alunos que deveriam estar no Ensino Médio e ainda fazem o 8º e 9º ano do Ensino Fundamental”, diz.
 
Investigação
 
Na tarde de ontem o delegado-chefe da 24ª DP, Guilherme Nogueira, garantiu que iria reiterar o pedido de perícia junto ao Instituto de Criminalística. No entanto, afirmou que investigadores já estavam tentando identificar os suspeitos. “A ocorrência se configura até agora como dano ao patrimônio público e furto. Policiais estão em levantamento de campo para tentar encontrar testemunhas”, diz.

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