O juiz do Tribunal do Júri de Ceilândia cancelou o julgamento do policial civil Arnulfo Alves Pereira, acusado de participar do assassinato do sindicalista do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) Gildo da Silva Rocha.
A sessão havia sido iniciada normalmente nesta terça-feira, 8/06, às 9h, mas foi interrompida uma hora depois, porque se descobriu que um dos jurados que compunha o Conselho de Sentença foi amigo da vítima.
O novo julgamento ficou agendado para o dia 29 de julho, às 8h30.
Saiba mais sobre o caso
O policial civil Arnulfo Alves Pereira é acusado de participar do assassinato do sindicalista do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) Gildo da Silva Rocha, em outubro de 2000. Segundo a denúncia, o réu e outro policial perseguiram a vítima em uma viatura descaracterizada. Arnulfo Pereira conduzia o automóvel e seu parceiro Ronildo Brito de Mesquita atirava contra o carro do sindicalista. Um dos tiros matou Gildo Rocha.
O crime aconteceu por volta de 1h20 da madrugada, no dia 6 de outubro de 2000, próximo à QNM 01, na Ceilândia-DF. O Ministério Público acusa Arnulfo Pereira de instigar e dar segurança ao outro policial que efetuou os disparos. Ele atirou mais de doze vezes contra o carro da vítima.
Em um primeiro momento, o juiz do Tribunal do Júri de Ceilândia aceitou a tese da defesa de que Arnulfo Pereira teria agido em cumprimento de seu dever profissional e absolveu o réu. O Ministério Público recorreu e conseguiu anular essa decisão.
O outro policial, Ronildo Mesquita, co-réu no mesmo processo, faleceu em 16 de maio de 2009. Ele não foi levado a julgamento.
Arnulfo Alves Pereira responde processo por participação em homicídio simples, segundo o artigo 121 do Código Penal. A pena prevista vai de 6 a 20 anos de prisão.