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Brasília

Suspenso julgamento de policial acusado da morte de sindicalista

Arquivo Geral

08/06/2010 11h06

 

O juiz do Tribunal do Júri de Ceilândia cancelou o julgamento do policial civil Arnulfo Alves Pereira, acusado de participar do assassinato do sindicalista do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) Gildo da Silva Rocha. 

 

A sessão havia sido iniciada normalmente nesta terça-feira, 8/06, às 9h, mas foi interrompida uma hora depois, porque se descobriu que um dos jurados que compunha o Conselho de Sentença foi amigo da vítima. 

 

O novo julgamento ficou agendado para o dia 29 de julho, às 8h30. 

 

Saiba mais sobre o caso 

 

O policial civil Arnulfo Alves Pereira é acusado de participar do assassinato do sindicalista do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) Gildo da Silva Rocha, em outubro de 2000. Segundo a denúncia, o réu e outro policial perseguiram a vítima em uma viatura descaracterizada. Arnulfo Pereira conduzia o automóvel e seu parceiro Ronildo Brito de Mesquita atirava contra o carro do sindicalista. Um dos tiros matou Gildo Rocha. 

 

O crime aconteceu por volta de 1h20 da madrugada, no dia 6 de outubro de 2000, próximo à QNM 01, na Ceilândia-DF. O Ministério Público acusa Arnulfo Pereira de instigar e dar segurança ao outro policial que efetuou os disparos. Ele atirou mais de doze vezes contra o carro da vítima. 

 

Em um primeiro momento, o juiz do Tribunal do Júri de Ceilândia aceitou a tese da defesa de que Arnulfo Pereira teria agido em cumprimento de seu dever profissional e absolveu o réu. O Ministério Público recorreu e conseguiu anular essa decisão. 

 

O outro policial, Ronildo Mesquita, co-réu no mesmo processo, faleceu em 16 de maio de 2009. Ele não foi levado a julgamento. 

 

Arnulfo Alves Pereira responde processo por participação em homicídio simples, segundo o artigo 121 do Código Penal. A pena prevista vai de 6 a 20 anos de prisão. 

 

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