Treze pessoas foram presas nesta quarta-feira (05), suspeitas da prática de parcelamento irregular de área pública em um condomínio no Altiplano Leste, na região do Lago Sul. Uma acusada ainda segue foragida.
Segundo a polícia, a ideia era criar uma expansão desse condomínio com 400 lotes. A criação desse “novo” espaço representaria danos ambientais.
A investigação apontou que os lotes eram vendidos entre R$ 80 e 120 mil. Quando consolidados, tendo infraestrutura completa, poderiam chegar a R$ 400 mil.
A participação de servidores e o vazamento das informações também serão investigadas pela polícia. “A gente fazia a operações de forma sigilosa, mas sempre que chegavamos, barricadas estavam montadas e, com isso, a entrada das autoridades era impedida”, explicou o diretor-geral da Policia Civil do DF, Jorge Luiz Soares.
Seis corretores de imóveis foram detidos. Eles são suspeitos de facilitar a venda desses espaços. Outras três pessoas suspeitas de atuar como laranjas, para praticar a lavagem do dinheiro obtido pela venda dos lotes.
“As operações de derrubadas vão voltar a acontecer e servirão para mostrar à população que esse tipo de ação atinge não só a classe C, mas também a classe A”, ressaltou o diretor.
A Polícia Civil também apreendeu cinco veículos. Uma concessionária, onde possivelmente existe a execução da lavagem de dinheiro, também está sendo investigada pela polícia.
Todos os detidos responderão pelos crimes de parcelamento irregular de área publica, invasão de área publica, formacao de quadrilha e lavagem de dinheiro. No entanto, um deles responderá também por posse ilegal de arma de fogo. Se condenados, podem pegar de 5 a 21 anos de prisão.