Policiais da 11ª Delegacia de Polícia do Núcleo Bandeirante prenderam em flagrante o técnico de enfermagem Joel Ribeiro de Sousa, de 29 anos, acusado de tentar extorquir um empresário, ameaçando revelar detalhes privados da vítima, que na verdade não existiam.
De acordo com o delegado- chefe da 11ª DP, Victor Dan, Joel reuniu informações da vítima com pessoas próximas a ela e por meio de uma rede social. Há 15 dias, se aproximou da vítima, afirmando ter informações sobre um caso extraconjugal.
“Ele prometeu revelar segredos da vítima que na verdade não existiam. Era uma espécie de 171 (número do artigo relativo ao estelionato) com ameaças. Ele conversava com ela como se fosse íntima”, afirma o delegado.
O técnico de enfermagem pediu inicialmente a quantia de R$ 6 mil, mas após negociações o valor foi reduzido para R$ 4,5 mil.
A quantia deveria ser deixada em uma sepultura localizada no cemitério de Taguatinga, na Via Hélio Prates. Durante sete dias, os policiais civis montaram campana dia e noite para identificar o estelionatário.
Na sexta-feira à noite, a vítima deixou o dinheiro no local indicado, e na manhã de ontem Joel foi ao local, onde foi preso em flagrante. Ele ainda tentou resistir, mas foi contido.
“O motivo para que ele pedisse que o dinheiro fosse deixado no cemitério era aterrorizar a vítima e poderá ser um agravante na pena dele, que deverá ser de quatro a dez anos”, explica o delegado. Ele conta ainda que Joel tinha outras três passagens por ameaça.
Segundo Victor Dan, Joel deixou uma chave de um compartimento da sepultura para que a vítima deixasse o dinheiro no local. A escolha por aquele túmulo ainda é investigada. Para o delegado, o crime de extorsão é considerado tão grave quanto o roubo a mão armada, por causar prejuízos materiais e psicológicos às vítimas.
Ao ser apresentado à imprensa, Joel disse apenas que sabia de um possível caso da vítima e que queria algo em troca para que o segredo não fosse revelado à família.