Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br
Médicos do Hospital de Base confirmaram a morte cerebral do motorista L.R.O.P., de 31 anos. Ele foi atingido com um tiro na nuca, disparado por um policial lotado na 31ª DP (Planaltina), depois de reagir a abordagem. O caso ocorreu em um posto de combustível às margens da DF-130, que liga o Arapoanga ao Vale do Amanhecer, em Planaltina. Nos últimos dois dias, houve outros dois casos de pessoas atingidas por policiais em meio a abordagens.
L.R. era foragido e tinha dois mandados de prisão por agressão contra a ex-mulher. A polícia chegou ao suspeito após receber denúncia de que o homem fazia transporte pirata entre o Arapoanga e o Vale do Amanhecer.
Mandados
Dois policiais foram designados para cumprir os mandados. Eles esperaram o veículo passar em um ponto de ônibus, na via descrita pelo informante. O motorista levava uma passageira, mas não parou onde os agentes estavam. Os policiais decidiram segui-lo.
O motorista estacionou no posto para abastecer. Uma frentista pediu a chave para abrir o tanque, mas ele já havia deixado a tampa aberta. Quando começou o abastecimento, os homens se aproximaram: “Polícia. Desça do carro”, disse um dos agentes.
O motorista arrancou o carro, derrubou os policiais e destruiu a mangueira. A bomba caiu e derramou combustível pelo chão. Caído, um dos policiais sacou a pistola e disparou dois tiros: um atingiu a lataria, e outro a nuca do suspeito. O próprio policial o levou ao hospital. O delegado Neto Tavares instaurou inquérito para apurar o caso.
Na última segunda, um policial da 35ª DP (Sobradinho) disparou acidentalmente em um segurança, filho de um PM, durante uma abordagem. O estado da vítima é grave. Ontem, um PM atingiu as nádegas de um homem em Samambaia, em uma troca de tiros.