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Brasília

Suspeito de estuprar idosa diz que vai provar sua inocência

Arquivo Geral

13/11/2012 9h25

Luís Augusto Gomes

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

“No início, parecia um cordeiro, mas depois,  um porco espinho ou um lobo mal”. Foi com essa frase que uma japonesa  de  70 anos descreveu em seu diário  o ex-caseiro J.E.L., de 38 anos, preso  em um bar no Setor de Diversões Sul. Ele é acusado de ter estuprado a ex-patroa, e segundo a polícia, se  preparava para fugir de Brasília.

  

J. era procurado por investigadores da 11ª DP (Núcleo Bandeirante) desde a noite de sábado. Além de violentar a idosa, madrasta de um ex-diretor geral  da Polícia Civil, o suspeito teria matado  o cachorro, roubado R$ 100 e o celular  da vítima. Ele admite que esteve no imóvel da aposentada,  tomou café com ela,  mas nega  o estupro e diz que vai provar sua inocência.

 

Para o delegado João Carlos Lóssio, as provas estão materializadas no diário da idosa, onde ela afirma sofrer ameaças. “Ele veio na casa, entrou sem bater, me ameaçou. Eu tenho que dar R$ 800. Ele trabalhou seis meses e levou ferramentas. Depois faltou  20 dias sem falar nada.  Paguei, mas ele diz que estou devendo. Tenho medo”, relata.

 

No sábado, J.  foi à casa da idosa, que mora sozinha,  e a violentou. Um filho da vítima telefonou para a mãe e percebeu  que algo estava errado. Ele chamou a PM , mas quando os militares chegaram, o homem já tinha fugido. “Foi um crime anunciado desde março e  que abalou a sociedade. A polícia tinha o dever de prendê-lo, logo”, diz Lóssio. 

 

A vítima é sobrevivente da bomba de Hiroshima, no Japão, em 1945.

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