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Brasília

Suspeito de duplo homicídio em Ceilândia é preso após investigação da PCDF

Homem de 22 anos é investigado pelas mortes de uma mulher de 24 anos e de um homem de 34; polícia apura possível relação entre o crime e ameaças anteriores

João Victor Rodrigues

13/10/2026 9h44

Foto: Pixabay

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, no domingo (11), um homem de 22 anos suspeito de cometer um duplo homicídio na QNM 22, em Ceilândia. As vítimas, uma mulher de 24 anos e um homem de 34, foram encontradas mortas dentro de uma residência na manhã do mesmo dia. Segundo a investigação da 15ª Delegacia de Polícia, o crime teria ocorrido por volta das 2h50. A ação policial foi denominada Operação Kótos.

Para identificar o suspeito, os investigadores ouviram mais de oito testemunhas e analisaram imagens de câmeras de segurança, conversas e outras informações. De acordo com a PCDF, o homem de 22 anos tinha desavenças anteriores com a vítima de 34 anos. Os relatos indicam que ela teria intervindo para defender a companheira do investigado, que, segundo a polícia, já havia sido vítima de violência doméstica. O suspeito também havia sido preso em flagrante duas vezes em 2026, em março e setembro, por ocorrências envolvendo a companheira, além de ser investigado por possível descumprimento de medida protetiva.

Ainda conforme a investigação, testemunhas relataram que, em setembro, o suspeito teria ameaçado matar o homem de 34 anos e entrado na residência dele portando uma arma de fogo. Após as ameaças, a vítima deixou o imóvel e passou a morar com familiares, retornando depois de saber que o investigado havia sido preso e não residia mais no local. A polícia também descobriu que o suspeito continuava com as chaves do lote, o que lhe permitiria acessar a propriedade. Ao saber que estava sendo procurado, ele compareceu à delegacia por volta das 16h. Em interrogatório, negou participação nos homicídios e apresentou outra versão dos fatos, mas, segundo os investigadores, houve divergências entre suas declarações, os depoimentos e os demais elementos reunidos.

Com base nas informações coletadas, a PCDF efetuou a prisão em flagrante do homem, suspeito de duplo homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas. As circunstâncias e a motivação do crime ainda dependem da apuração policial. A legislação brasileira prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para cada homicídio qualificado, em caso de condenação. O nome da operação, Kótos, vem do grego antigo e remete a ressentimento persistente, em referência à hipótese investigada de que o crime esteja ligado às desavenças e ameaças anteriores.

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