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Brasília

Suspeitas por morte de militar estão presas na Colméia

Arquivo Geral

18/05/2015 7h10

Jurana Lopes

Especial para o Jornal de Brasília

A mulher e a cunhada do   tenente-coronel do Exército Sérgio Murilo Cerqueira Filho, 43 anos, assassinado na madrugada do último sábado, estão detidas no presídio feminino. Elas são apontadas pela Polícia Civil como as mandantes do crime. 

Até o fechamento desta edição, outras seis pessoas também estavam presas por envolvimento no crime:   três homens e uma mulher que o abordaram e dois homens que receberam o carro, após o homicídio, sendo um deles menor de idade. A Polícia Civil informou que apreendeu a arma usada no crime, um revólver calibre 38. Sérgio foi morto com um tiro na nuca.

De acordo com a Polícia Militar, um dos homens presos pela receptação do veículo do militar  já havia sido detido há cerca de 15 dias por suspeita de roubo a comércio, no Lago Sul. Na ocasião, o jovem, de 21 anos, estava com uma arma falsa e uma faca, mas foi liberado da delegacia porque a vítima não quis registrar a ocorrência e não houve o reconhecimento dele. O crime  foi denunciado por   testemunha.

O jovem e o adolescente foram   localizados na madrugada de sábado, saindo de uma festa com o veículo do militar.  

Defesa

Diego Serafim,    advogado que defenderá o quarteto que abordou o militar,    acredita que eles   podem ser autuados por latrocínio (roubo seguido de morte), homicídio qualificado ou sequestro seguido de homicídio, o que seria pior. A polícia ainda não divulgou  as informações sobre o indiciamento.

“Ainda não sei qual será a linha de investigação, só depois que eu pegar os autos do processo vou ficar totalmente por dentro do caso. O que adianto  é que quem providenciou a arma  foram a mulher e a cunhada da vítima”, afirma. O advogado alega que seus clientes foram agredidos antes de prestar depoimento. A Polícia Civil informou desconhecer a acusação.

Memória

A suspeita de que a mulher do militar do Exército encomendou o crime lembra outros casos ocorridos no DF. Em fevereiro de 2012, a policial militar Márcia Helena Policarpo de Sousa, de 33 anos, foi assassinada e a polícia apontou o marido dela como o mandante do crime.  Rodrigo Policarpo Vieira, 33, anos, foi condenado a  27 anos de prisão.

Para a polícia, o crime teria motivação financeira, pois policiais mortos fardados sobem de patente e familiares ainda recebem uma indenização de R$ 100 mil. 

O brigadista  teria contado com a ajuda do irmão, Francisco Milton Vieira, 27, que depois foi condenado a  22 anos de prisão. Eles teriam contratado Adério da Silva Dias, 26, para cometer a execução. A pena dele foi de  20 anos e seis meses.

 O casal saía de casa, em Vicente Pires, quando Francisco e Adélio  anunciaram o assalto. A  policial foi baleada   na cabeça e no peito, e o companheiro ficou ferido    próximo ao ombro.

 Homicídio teria sido premeditado

O tenente-coronel  Sérgio Murilo  foi assassinado após um   sequestro relâmpago na noite de sexta-feira. Ele estava com a esposa e foi abordado quando chegava no Bloco C da 208 Norte, por volta das 22h. Os quatro criminosos   deixaram a mulher na quadra seguinte, mas o mantiveram como refém.

A Polícia Militar foi acionada   e  localizou o corpo do homem às 3h, a 26 quilômetros do local da abordagem, em uma área rural de São Sebastião. Um major do Exército e amigo da família acompanhou a equipe e reconheceu a vítima. De acordo com a Polícia Civil, o crime teria sido encomendado pela esposa de Sérgio, com a ajuda de uma irmã dela. 

Segundo as investigações, o crime era planejado desde o fim do ano passado. O casal tem uma filha de 13 anos e estaria em processo de separação. De acordo com a polícia, o militar recebia cerca de R$ 10 mil mensais, mas teria oferecido R$ 2 mil de pensão alimentícia à mulher, que não aceitava o valor. 

O corpo do tenente-coronel  foi velado ontem,  por volta do meio- dia, na capela 9 do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro (RJ). O enterro ocorreu às 15h.

 

Família dá adeus a bombeiro

Também foi enterrado o  corpo do bombeiro Paulo Henrique Farias Gomes, 41 anos, morto no sábado após um desentendimento em uma festa. O velório ocorreu    no 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros, no Paranoá, onde Paulo era lotado. Depois, o corpo foi levado em um cortejo até o cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, onde ocorreu o enterro, às 16h.

O 3º sargento foi esfaqueado por volta das 7h de sábado,   em frente a uma casa no Itapoã. Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem havia saído de uma festa e resolveu passar em outra. Chegando lá, teve um desentendimento com duas pessoas e um terceiro chegou e o esfaqueou. Ele teve uma parada cardiorrespiratória e foi levado ao Hospital Regional do Paranoá (HRPa), mas não resistiu.

 O bombeiro tinha 41 anos, era divorciado e deixou uma filha de 16 anos. Ele fazia parte do Corpo de Bombeiros desde 1994. A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá)   investiga  o crime. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso.

 

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