Da Redação, com Agência Brasília
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O Distrito Federal fez o 30° transplante autólogo de medula óssea (TMO) pelo Sistema Único de Saúde do Distrito Federal (SUS/DF). O procedimento ocorre quando a retirada de células utilizadas no transplante provém do próprio paciente. Para que os procedimentos ocorram em pacientes do SUS, trabalham em conjunto a Secretaria de Saúde, a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) e o Instituto de Cardiologia – hospital credenciado pelo SUS como Centro Transplantador.
Para ser submetido ao procedimento, o paciente da rede pública com indicação de transplante de medula óssea é encaminhado pelo Hospital de Base ao Instituto de Cardiologia do DF (FUC), que inicia o processo de preparação para a operação, que consiste inicialmente na mobilização das células tronco e a coleta das células do paciente. O material é enviado ao Hemocentro de Brasília que faz o processamento, a criopreservação e estudos de viabilidade celular.
De acordo com a hematologista Flávia Zattar Piazera, pacientes que precisavam do transplante autólogo antes tinham que ser encaminhados a outros estados. “Em menos de 10 meses realizamos 30 transplantes. Um número bastante significativo. Outros hospitais no futuro poderão ser credenciados como Centros Transplantadores, aumentando, assim, a oferta de transplante no sistema público do DF”, explicou.
Segundo a diretora-presidente da Fundação Hemocentro, Beatriz MacDowell Soares, para se tornar um Centro Transplantador é necessário que o hospital atenda as normas do Serviço Nacional de Transplante, que exigem o cumprimento de regras e procedimentos para o sucesso do transplante. “O Hemocentro faz o processamento, armazenamento e liberação das bolsas de células hematopoéticas”, informou.