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Brasília

Surto no HRC deixa gestantes sem alternativa

Arquivo Geral

16/04/2013 7h05

 

 

Após o fechamento da maternidade do Hospital Regional  de Ceilândia (HRC), gestantes estão sendo encaminhadas  a outros hospitais do DF. No HRC, eram feitos por dia cerca de 20 partos. O problema é que nas outras unidades de saúde também há deficiências, como a falta de médicos.  

 

 

Ontem de manhã não havia obstetras no Hospital de Samambaia (HRSam), o que  revoltou as grávidas que aguardavam atendimento. Segundo  pacientes, pelo menos dez mães esperavam a chegada de algum médico no local. 

 

 

“Esperei quase duas horas para ser atendida. Não sinto meu bebê mexer e estou me sentindo mal”, disse Fabiana Aragão, grávida de nove meses. Ela e a mãe foram até o local assim que começou a sentir dores fortes. Depois da espera, decidiram tentar o Hospital de Taguatinga. A assessoria do HRSam não quis falar com a   reportagem   sobre a falta de obstetras.  Outra reclamação das pacientes foi a falta de pediatras na unidade. 

 

 

De janeiro a setembro do ano passado, foram feitas quase 105 mil consultas obstétricas nos hospitais públicos do DF.   Ceilândia, informou a Secretaria de Saúde, foi a região que mais demandou a especialidade, com mais de 28 mil atendimentos. Agora, as opções   são os hospitais regionais de Samambaia, Taguatinga e Brazlândia.  Apesar das denúncias sobre o HRSam, a pasta afirmou que “não tem problemas nas maternidades. Elas estão funcionando em sua totalidade”.

 

 

 

Grávida de dois meses, Gleice Lima, 21, que aguardava a irmã sair da maternidade de Taguatinga com o sobrinho, afirmou que tem medo de que mais unidades obstétricas sofram com a proliferação de bactérias. “Sinto que os hospitais da região, no geral, andam muito abandonados. Tenho medo de ter meu filho nesses locais, principalmente em Ceilândia, claro”, desabafou. Ela ressaltou ainda que pouco vê enfermeiros e médicos usando luvas nas consultas. 

 

 

O DF tem 11 maternidades, além do Hospital Universitário (HUB).  Segundo o Plano de Ação da Rede Cegonha no DF, no total são 582 leitos para mães e recém-nascidos.  Só na Ceilândia, concentram-se 56, dos quais seis ainda estão ocupados. A SES-DF informou que não há prazo para a UTI neonatal reabrir. Por outro lado, o órgão disse ainda que está reformando o Centro Obstétrico.

 

No Hospital Regional do Gama (HRG), a equipe do JBr flagrou ninhos de pombo próximos à portaria central. Enquanto mães, recém-nascidos e doentes passavam pelo local, os pássaros, transmissores de bactérias, voavam pelo local.  Dois bebês com três dias de vida passaram embaixo dos ninhos enquanto a reportagem ficou do lado de fora da entrada. O atendimento na unidade, contudo, funciona normalmente.

 

Segundo o infectologista da Universidade Católica (UCB)  Vitor Laerte Júnior, a ave representa perigo aos pacientes. “Não é para os pombos estarem ali. Tem que ser feito controle ambiental na área”, alerta.  Para ele, este tipo de situação pode gerar  outro problema com bactérias em unidades de saúde, já que o animal é transmissor de várias doenças.  “A presença dele pode até matar pessoas”, destaca.  

 

Além das aves, baratas, formigas e ratos também são ameaças à saúde dos pacientes. Por isso, o ideal é que  as   e unidades de saúde sejam limpas diariamente, conforme estabelecem os protocolos (veja o quadro ao lado). “Muitas vezes, para que os locais fiquem realmente livres de bactérias, o mais recomendado é que sejam evacuados para a limpeza. Isso   pode evitar  morte”, disse o médico.  Em Ceilândia, desconfia-se que a bactéria tenha infectado a UTI  por meio das mãos de enfermeiros ou visitantes. 

 
 
Recomendações da Anvisa
 
 
 É  fundamental não misturar produtos. Detergentes neutros, soluções desinfetantes, neutralizadores de odor, ceras, cada um deve ser usado para sua correta finalidade. Outros produtos comuns são: hipoclorito de sódio, álcool 70% e água sanitária.
 
 
 
 As três técnicas mais 
 
 
frequentes numa limpeza de rotina são: varredura úmida, ensaboar  e enxaguar/secar. Depois dessa etapa, vem
 a desinfecção com hipoclorito de sódio.
 
 
 
 Usar dois baldes de cores diferentes: no caso de ensaboar, um com detergente outro com água; no caso da desinfecção, um com solução desinfetante e outro água.
 
 

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