Embora o Governo do Distrito Federal tenha mostrado plena disposição nas negociações de reajuste para os professores, purchase a categoria decidiu, search nesta terça-feira (7), em assembleia geral, entrar em greve a partir da próxima segunda-feira.
O governador José Roberto Arruda se mostrou surpreso com a decisão da categoria. Ele havia se reunido com representantes do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) na noite de segunda-feira, na residência oficial de Águas Claras, e acreditava na compreensão dos professores após apresentar números e propor um aumento salarial programado. Os dados deixavam clara a falta de receita para conceder no momento o reajuste reivindicado pela categoria. No encontro, o governador Arruda pediu um prazo de 90 dias até que o cenário econômico estivesse mais claro e estável.
“A crise econômica existe, está aí. Queda na arrecadação, cortes aos repasses. Infelizmente esse não é o melhor momento para discussão de aumento salarial. O que posso fazer e fiz na reunião com o sindicato foi pedir um tempo a mais”, comentou Arruda. “Queria fazer um apelo aos professores que tem compromisso com as 520 mil crianças e jovens que dependem das nossas escolas públicas para que esperem mais um pouquinho. Nesse momento a queda de braço é inútil. Não há recursos. Eles entendem os nossos números, sabem que não é possível. Estão em uma queda de braço política”, concluiu o governador.
Em coletiva concedida na manhã desta terça-feira (7), o secretário de Educação José Luiz Valente reforçou que a paralisação pega o governo de surpresa. Segundo ele, as portas da negociação estavam abertas. Valente antecipou que tomará medidas a favor da continuidade das aulas como corte de ponto e ativação do banco de professores substitutos.
“Vamos buscar garantias para os alunos do direito que a Constituição lhes oferece de ter aulas. Todas as medidas serão tomadas. A primeira delas é pedir aos professores que compareçam às salas de aula porque o corte de ponto é ruim para todo mundo, mas se preciso, terá que ser feito. Temos um banco de professores substitutos que terá de ser acionado”, antecipou Valente.
A secretaria de Educação conta com seis mil professores no banco de substitutos e 25 mil nas salas de aula.