O suposto esquema de contratação superfaturada pela Secretaria de Saúde do DF do serviço de transporte de pacientes por ambulâncias da empresa carioca Toesa Service Ltda, publicado ontem com exclusividade pelo Jornal de Brasília, além de ser alvo de investigações do Ministério Público do DF, faz parte de um dos contratos do GDF citados na Operação Caixa de Pandora que estão sendo auditados pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF).
Processo motivado por denúncias similares às feitas pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, à frente do caso, já estava em curso envolvendo a prestação do serviço. Elas colocam em xeque questões como a situação emergencial que justificasse a dispensa de licitação e a ausência de estudos técnicos que demonstrassem a vantagem na locação dos veículos.
Segundo investigações do MP, as ambulâncias da empresa eram favorecidas na hora de fazer o transporte de pacientes nos postos de saúde.
O promotor de Justiça da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), Jairo Bisol, chegou a afirmar em entrevista concedida ao Jornal de Brasília que havia interesse de pessoas dentro da própria secretaria no contrato, e que, provavelmente, elas estariam fazendo Caixa Dois com os fundos arrecadados. Segundo Bisol, Carvalho e Antunes estariam por trás do esquema. A notícia sobre a investigação pegou o deputado Augusto de Carvalho de surpresa. Segundo ele, a contratação do serviço se deu na época da pandemia da gripe suína e o próprio Ministério Público cobrava medidas emergenciais diante do problema. “Em primeiro lugar, não fui citado e desconheço essa investigação, só tenho conhecimento do processo que está sob análise do Tribunal de Contas”, indigna-se. “Lamento que o promotor de Justiça faça tanto factóide citando meu nome envolvido em algo tão escuso. Em nenhum momento ele me convocou para qualquer esclarecimento e s, caso não tivéssemos optado por essa medida, ele estaria indo à mídia para me denunciar por mortes e, como sempre, me atacando para justificar suas teorias”, finaliza.
Leia mais na edição desta quinta-feira (4), no Jornal de Brasília.