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Brasília

Sujeira faz parte da rotina de moradores de Taguatinga

Arquivo Geral

06/01/2015 6h30

Lixo, entulho e sujeira tomam conta da região norte de Taguatinga, entre as QNLs 7 e  23. Moradores reclamam do mau cheiro e da precariedade do sistema de coleta. Ainda nesta área, há dois grandes lotes completamente abandonados, que são utilizados como depósito  de todo tipo de material descartado. 

Na entrequadra QNL 9/11, a situação é complicada. O terreno atrás de uma igreja católica está repleto de lixo e se assemelha a um aterro sanitário. Sofás, garrafas, lixo, cavalete do período eleitoral, santinhos de políticos, galhos de árvores e pneus, entre outros resíduos, estão espalhados pela área.

A assistente de educação Marlene Farias, 64 anos, relatou que o lote sempre foi utilizado para o despejo de entulho e lixo. Segundo ela, o caminhão de coleta passa apenas duas vezes por semana. “Além dos moradores, os carroceiros jogam todo tipo de tralha no lote. Uma vez, um deles me ameaçou com uma arma, porque eu disse que ali não era lugar. No terreno tem muita mosca e ratos. Quando chove, os ratos correm para as casas”, desabafa.

Flagrante

A  reportagem do Jornal de Brasília flagrou um carroceiro despejando entulhos na QNL 9/11. Muitos dos resíduos são provenientes de construções, como telhas quebradas, tijolos, vidros e restos de cimento.

Em razão do acúmulo de sujeira na região, os moradores temem a possibilidade do contágio de doenças. Em um lote, é possível notar a quantidade de objetos com água parada, representando um risco  para a proliferação da dengue, doença provocada pelo mosquito Aedes aegypti. 

A aposentada Maria Vilany Morais, 56 anos, reclama da situação. “Há muito inseto aqui. O cheiro é muito forte e ruim. O caminhão de lixo passa na segunda e no sábado”, afirma.

Mais depósitos

A aproximadamente dois quilômetros de distância da entrequadra é possível ver um outro depósito de resíduos, na divisa entre a QNL 23/21, próximo a uma escola pública. O lixo ocupou o canteiro da escola e a área destinada a grama foi tomada por sacos e sacolas. 

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