A Arbor Garden, startup brasiliense integrante do eixo III do Start BSB, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), desenvolve soluções biológicas para o cuidado com plantas, o tratamento de ambientes urbanos e o controle de vetores como o mosquito da dengue. A empresa atua com bioinsumos e busca levar para as cidades tecnologias já consolidadas no agronegócio.
Fundada por quatro sócios em uma estrutura familiar, a startup se apresenta como uma ponte entre ciência e aplicação prática. Segundo Rayssa Monnerat, fundadora da empresa, a proposta nasceu da percepção de que soluções biológicas eficientes no campo ainda não chegavam de forma estruturada ao ambiente urbano.
Em 2026, a Arbor Garden ampliou sua atuação com a criação da Arbor Biotecnologia, uma spin-off voltada à pesquisa, ao desenvolvimento de novas formulações e à capacitação técnica. A empresa afirma que essa expansão permite ir além da jardinagem e alcançar outras frentes de aplicação.
Entre os produtos desenvolvidos pela startup está o Arborella, fertilizante à base de microalgas que é diluído na água e aplicado na rega. Segundo a empresa, a formulação fornece nutrientes, aminoácidos, vitaminas e minerais, além de atuar como bioestimulante. Outra solução é o Arbor Guard, que utiliza microrganismos específicos para interromper o ciclo de vida de mosquitos, como o Aedes aegypti, ainda na fase larval.
A Arbor Garden afirma que suas soluções são voltadas tanto para uso doméstico quanto para aplicações em condomínios, áreas comerciais, espaços urbanos e empresas do setor. A companhia também informa que já comercializou mais de 2 mil litros de produtos, com presença em diferentes canais de venda e base crescente de clientes.
A empresa opera com modelo híbrido, combinando venda direta, e-commerce e atuação no mercado empresarial (B2B). Além de consumidores domésticos, atende condomínios, empresas de paisagismo, shoppings e gestores de áreas verdes.
Para Rayssa Monnerat, o movimento reflete uma mudança de mentalidade no cuidado com o ambiente. A empreendedora diz que a empresa trabalha para substituir ações pontuais com químicos por uma gestão biológica mais integrada, considerando a relação entre plantas, água, solo e saúde urbana.
Com informações da Agência Brasília