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Brasília

Solução em breve para crime da 113 Sul, afirma OAB

Arquivo Geral

17/09/2010 7h44

Ana Paula Andreolla

ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br

 

Pode terminar ainda esse mês o mistério que envolve o tripo homicídio que teve como vítimas o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado, José Guilherme Villela, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, e a principal empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva. Eles foram assassinados, dentro do apartamento do casal, na 113 Sul, em 28 de agosto do ano passado. 

 

A informação é da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional DF (OAB-DF), que garante que a Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida), responsável pela apuração do inquérito, apresentou ao presidente da OAB, Francisco Caputo, indícios que levariam à conclusão do inquérito até o final de setembro. Caso não seja concluído dentro do prazo, a OAB vai pedir para que a Polícia Federal colabore nas investigações. Francisco Caputo não detalhou para a Assessoria de Imprensa da OAB quais seriam esses indícios.

 

Enquanto as investigações que já duram mais de um ano não são concluídas, os advogados de defesa dos suspeitos de atrapalharem as investigações encontram dificuldades para ter acesso ao inquérito que, distribuído em 18 volumes, já apresenta mais de seis mil páginas. 

 

Segundo o advogado Marcelo Motta Coelho Silva, responsável pela defesa da vidente Rosa Maria Jaques e do marido dela, João Toccheto, ele tenta, há muito tempo, ter acesso ao inquérito, sem sucesso. “Mesmo que o caso corra sob sigilo, é um direito dos advogados de defesa terem acesso integral ao inquérito. Além de ter de desembolsar mil reais em cópias e taxas, já marquei duas datas diferentes na Corvida para pegar o inquérito, mas sempre dão uma desculpa diferente. A última foi que, por ser muito grande e pelo fato de um escrivão estar de férias, eles ainda não tinham como me passar”.

 

A reportagem do Jornal de Brasília procurou a delegada da Corvida, Mabel de Faria, para comentar o assunto. No entanto, até o fechamento da edição, a delegada não atendeu ao telefone, e no Departamento de Polícia Especializada (DPE) não souberam informar se ela estava na sede da Coordenação.

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