Da Redação
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiram que o Ministério Público pode apresentar denúncias contra agressores de mulheres independente do consentimento da vítima. Os suspeitos de cometer lesões corporais, mesmo as consideradas leves, serão processados com base na Lei Maria da Penha. Mas o peso da lei parece não preocupar muitos homens que continuam agredindo mulheres e tentanto driblar a Justiça. Ao que tudo indica, esse é o caso de um soldado da Polícia Militar de Goiás. Ele agrediu a socos e pontapés a ex-namorada, atirou em uma amiga dela e ameaçou matar cinco pessoas. Depois de tudo isso, se apresentou na delegacia com advogado e foi colocado em liberdade.
O crime ocorreu na madrugada de ontem, na Quadra 55, bairro Ana Beatriz II, em Santo Antônio do Descoberto, Região Metropolitana do Distrito Federal, na casa onde mora a ex-namorada do agressor. Segundo o delegado Cleber Martins, titular do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Santo Antônio do Descoberto, o motivo da violência teria sido o fim do relacionamento amoroso que o soldado de 40 anos, lotado no Batalhão da Polícia Militar de Luziânia, mantinha com V.L.S. de 20 anos.
Em depoimento à polícia, a jovem disse que há quatro anos o casal tinha um relacionamento, mesmo ela sabendo que o soldado era casado. Porém, quarta-feira, os dois se encontraram e ela resolveu terminar o romance. Na madrugada de ontem, o suspeito voltou à casa da ex-namorada, desligou a energia elétrica, pulou o muro, invadiu a residência, levou a garota à força para fora do imóvel e disse que queria conversar.
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