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Brasília

Sócio de imobiliária nega venda dupla de lotes. Surgem novas denúncias

Arquivo Geral

24/08/2012 7h01

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

A  Polícia Civil e o Ministério Público de Goiás (MPGO) ouvem hoje os dois últimos suspeitos de envolvimento em um esquema de venda ilegal de lotes em Planaltina de Goiás. Com o resultado da  análise  das documentações apreendidas, que devem sair em 15 dias, o MPGO entrará com a denúncia criminal.  Como mostrou o Jornal de Brasília ontem, seis pessoas foram presas por falsificar documentos e fazer venda dupla de mais de dois mil terrenos no Jardim Paquetá, na entrada do município.  Mais vítimas procuraram a polícia.

 

De acordo com o promotor de Justiça do MPGO, Rafael Simoneti, dois dos envolvidos foram interrogados ontem. M. J. S., funcionária do cartório envolvido no esquema, foi a única que deu informações importantes. Já o advogado e sócio da imobiliária Ciop, R. G., negou trabalhar na ilegalidade.

 

“Ela nos deu mais provas e detalhou como o grupo agia, mas ainda vamos manter em sigilo até terminar de ouvir todo mundo. Já o advogado nega tudo, diz que sempre agiu de maneira correta. A questão é que ele não nos convenceu, pois temos informações evidentes de que ele participava de forma irregular”, afirma o promotor. Hoje, os ouvidos são o dono do cartório, L. R. M., e seu filho, que também era sócio da imobiliária, F. M.

 

Simoneti  explica ainda que, após a coleta dos depoimentos, finalizados nesta semana, provavelmente será solicitada a prorrogação do mandado de prisão dos seis envolvidos, que tem o prazo de cinco dias. “Após essa semana, iremos analisar a prorrogação de prisão, ver a necessidade de pedir a prisão de outros envolvidos e ouvir testemunhas e vítimas”, informa.
Apesar de já ter sido ouvido na última quarta-feira, o advogado B. E.,  que prestava assessoria jurídica para a imobiliária Ciop e também é assessor de uma desembargadora do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), prestará depoimento hoje novamente. De acordo com o Simoneti, ainda há detalhes que precisam ser esclarecidos.

 

Prerrogativa

 

“Ele ainda não nos convenceu. Vale ressaltar que ele foi empossado há pouco tempo no TJDFT e sabemos que o cargo dele  não tem relação com o fato. Ou seja, a desembargadora não tem a ver com o esquema. Ele se utilizava apenas da prerrogativa de advogado”, conta.

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