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Brasília

Sobrevivência

Arquivo Geral

17/07/2016 13h03

Derrotar o Corinthians, logo mais, no Itaquerão, não servirá apenas para que o São Paulo evite uma possível chegada do seu rival à primeira colocação do Brasileiro. Vencer o Timão, na casa do adversário, proporcionará ao tricolor paulista iniciar a cura das feridas pela eliminação da final da Libertadores.

E mais: ajudará a esquecer que não foram apenas os erros de arbitragem que colaboraram para o fim do sonho continental. Nem preciso dizer que o jogo desta tarde, que deverá bater recorde de público no estádio (mesmo sendo partida de uma torcida só, ou talvez por isso…), marcará o encontro do time de Edgardo Bauza com sua nova realidade.

Uma realidade dura, sem Ganso, que está indo para a Espanha; sem Alan Kardec, que marcou viagem para a China; sem Calleri, que vai disputar a Rio 2016 e não volta mais ao Morumbi… O jogo desta tarde, entre Corinthians e São Paulo, no Itaquerão, será um marco para a sobrevivência do São Paulo neste Brasileiro. Ou não, se recordarmos a goleada sofrida para o time B do Corinthians já campeão ano passado…
Animação
Se em São Paulo teremos um time lutando pela ponta e outro pela sobrevivência no Brasileiro – com o aspirante à primeira colocação jogando em casa -, no mesmo horário, em Porto Alegre, teremos um time lutando pela ponta (aliás, na ponta), contra outro que luta pela sobrevivência no Brasileiro – só que, aqui, o lutador é o mandante.

Falo do duelo entre Internacional e Palmeiras, que marcará o retorno de Paulo Roberto Falcão ao comando do Colorado, substituindo Argel Fuchs depois de apenas um ponto conquistado nos 18 últimos disputados. Muito pouco. Por isso Argel caiu. Falcão, diplomático e consciente, sabe que não era a primeira opção para dirigir o time. Mas afirmou que foi o último, logo, o que ficou.

A torcida certamente o receberá com todo o carinho que um ídolo merece. Só que o ídolo jogava no meio campo de um time maravilhoso. Como treinador… Os dois times jogarão atentos ao que estará acontecendo no Itaquerão. Animação não vai faltar nas arquibancadas. E que a recepção a Falcão não se torne tristeza e revolta após os 90 minutos.
Insegurança
Não é no Rio de Janeiro, mas Edson Passos, ou Belford Roxo, fica bem pertinho, na chamada região metropolitana da Cidade Maravilhosa. E, como na sede dos Jogos Olímpicos, a segurança é problema sério. Tanto que a emissora que transmitirá Fluminense x Cruzeiro, no reformado estádio do América, contará com segurança especializada para garantir seus equipamentos e profissionais. Triste isso.

Torcedores do Fluminense combinavam em redes sociais ir de trem ou em ônibus de carreira, tudo para resguardar seus patrimônios. Aconselhou-se a torcedores da Raposa cuidado máximo para chegar ao estádio, principalmente se fossem seguir as instruções via internet dos aplicativos de direcionamento. Muito triste isso. Espera-se, ao menos, que o jogo seja bom. Infelizmente, pelo que as duas equipes têm demonstrado até aqui, fica difícil esperar por isso. Muito, muito triste isso.
O futuro?
Esta Libertadores da América pode ser a última organizada pela Conmebol. Talvez eu esteja exagerando um pouco nesta primeira frase, mas a tendência é que este seja o futuro. Se não assim de forma tão drástica, pelo menos com grande perda do poder da entidade sobre a organização do torneio. Está cada vez mais forte a chamada Liga Sul-Americana de Clubes. Para quem não sabe, a Liga Sul-Americana de Clubes (o nome pode não ser exatamente este) pretende reunir os principais times da América do Sul para realizar uma competição nos moldes da Liga dos Campeões da Europa.

Sonho? Pode ser, mas existe grande agitação no mercado sobre o tema. Alguns dos problemas estão sendo superados com muita conversa e malandragem. Por exemplo: que times brasileiros participariam? Apenas quem já ganhou Libertadores? Mas não é uma nova competição?

Solução: convidados os chamados 12 grandes do futebol nacional (Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Fluminense, São Paulo, Botafogo, Santos, Vasco e Palmeiras).Da Argentina viriam Boca Juniors, Independiente, San Lorenzo e por aí vai; do Uruguai, Nacional e Peñarol; e mais, e mais, e mais. A grana está quase garantida com o apoio dos mexicanos e dos norte-americanos (onde seriam realizadas as primeiras finais – como na Liga dos Campeões da Europa, a sede da decisão não seria necessariamente num país dos envolvidos).

Curiosamente, com a pressão aumentando sobre a Conmebol, farão a final desta Libertadores times da chamada América do Pacífico (um colombiano, um equatoriano) – países que até agora não dão força à nova competição. E os erros de arbitragem foram tantos e tão evidentes… Dá para desconfiar?

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