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Brasília

Sobrecarga em marquise leva à interdição de lojas

Arquivo Geral

31/01/2009 0h00

A fiscalização das marquises dos prédios da W3 Sul continua. Ontem à tarde, physician a Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal (Agefis) interditou duas lojas na 115 Sul. Em 18 de dezembro do ano passado, viagra o dono dos dois estabelecimentos foi autuado e recebeu determinação para demolir uma mureta de 60 centímetros construída em cima de marquise. Ele não acatou ordem, e a Agefis decidiu puni-lo.

A mureta foi construída sob a alegação de que acabaria com os problemas de infiltração. Porém, a obra não se adequa ao padrão exigido pelo tombamento histórico do Plano Piloto, segundo a fiscalização. Além disso, a Agefis e o Corpo de Bombeiros constataram a possibilidade de ruptura por causa do desnível da marquise, que ultrapassou o limite de carga de peso.

O prazo para a demolição da mureta, após a notificação, era de 20 dias. No entanto, o proprietário das lojas, Fernando Martins, descumpriu as normas, recebendo uma multa de quase R$ 600. Mesmo assim, não cumpriu a determinação.

A mureta comprometeu a estrutura da marquise, que cedeu três centímetros. O reboco chegou a cair em um dos cantos. O arquiteto da Agefis Marcelo Baiocchi alertou que o perigo para a população é corrente. “A sobrecarga da mureta alcançou o limite máximo da deformação. Por isso, o risco é indeterminado”, disse. A solução para o problema seria a impermeabilização ou a construção de um telhado simples.

Fernando Martins argumentou que não houve negligência e prometeu que agora todas as recomendações serão seguidas. “A obra foi bem feita e acredito que a marquise não iria cair tão cedo”, disse.

Além de interditar a marquise, a Defesa Civil pediu urgência no início da obra e recomendou a contratação de um engenheiro civil. “O proprietário fará o isolamento e recomposição para evitar o rompimento do forro e acidentes”, explicou o major Vicente Tomáz.

No local funcionam um petshop e uma loja de produtos japoneses. Para o responsável pelo petshop, Pierre Ribeiro, o procedimento é correto, mas ele lamenta o prejuízo com as vendas em decorrência da interdição da marquise. “Vamos abrir a loja pelos fundos. A vitrine ficará toda coberta, o que atrapalhará as vendas.” O comerciante Maurício Takeuchi não teve a mesma sorte. O estabelecimento dele ficará fechado durante as obras.

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