
Mesmo após 24 anos de criação do Código de Defesa do Consumidor, os bancos insistem em descumprir a legislação. Resultado disso são as inúmeras reclamações registradas no Banco Central. De acordo com a instituição, entre janeiro de 2013 e o mesmo período deste ano, as queixas contra os serviços bancários aumentaram 39%. Outra prova das falhas são os próprios clientes, que, muitas vezes, acabam recorrendo às redes sociais para denunciar os abusos.
O Banco Regional de Brasília (BRB) é exemplo disso. Cansado de tentar resolver as recorrentes falhas no sistema com a própria instituição, Jorge (nome fictício), 25 anos, decidiu criar no Facebook a página Vítimas do BRB. Lá, correntistas relatam os transtornos que passaram ao tentarem fazer transferências, pagar contas ou simplesmente fazer uma compra no supermercado.
Boate
“A minha história mais marcante de falha do BRB comigo aconteceu em São Paulo, numa boate. O cartão simplesmente não passava na hora de eu pagar a conta. O resultado disso foi uma surra que eu levei dos seguranças porque a gerência não acreditava que a culpa era do banco e não minha. Acharam que eu estava dando o calote.”, relata Jorge. Nesta semana, o mesmo problema aconteceu no supermercado. “Já nem confio mais no débito. Saio com dinheiro na mão”, diz.
Na última segunda-feira, os clientes do BRB foram prejudicados por conta de mais uma falha no sistema. De acordo com o banco, “o problema foi resultado da concentração de movimentação de transações, devido ao acúmulo referente aos dias de Carnaval. No dia, foram processados um total de 1.219.815 mil transações, enquanto a média diária gira em torno de 400 mil”.
Instabilidade
O que o banco chama de “breve período de instabilidade do sistema” durou das 15h45 às 16h30, aproximadamente, no qual, respondeu ainda o BRB, foram afetadas duas áreas, uma na função Visa Débito e outra referente aos terminais de autoatendimento. “A pequena instabilidade, contudo, não se configurou uma pane e os problemas foram corrigidos rapidamente. Ressaltamos que os serviços nas agências mantiveram-se disponíveis”, respondeu a instituição.
Contudo, os clientes contestam a informação e dizem que os problemas continuam, principalmente na época de pagamento do GDF.