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Brasília

Sistema de parcelamento de dívidas do Refis volta ao normal, mas espera ainda é grande

Arquivo Geral

19/03/2015 20h30

No segundo dia do mutirão de Recuperação Fiscal (Refis), que ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães até o dia 27, o problema com o sistema de parcelamento de dívidas foi resolvido e voltou a funcionar normalmente. O primeiro dia da Semana de Regularização Fiscal, na quarta (18), foi marcado por pane, que atrasou os atendimentos. No entanto, quem quiser pagar à vista ou parcelar dívidas, como IPTU, IPVA, ITBI, ITCD e outras, a fila para o atendimento continua grande. 

De acordo com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, cerca de R$ 109 milhões devem ser arrecados até a próxima sexta (27), último dia do mutirão. “Pedimos desculpas pelo transtorno, mas agradeço a todas as pessoas que estão procurando quitar suas dívidas”, afirmou.

Proprietária de um salão de beleza, Elizabeth Silva, 51 anos, foi até o Centro de Convenções para pagar o IPTU e impostos que estavam atrasados. Elizabeth conseguiu ser atentida, mas somente porque chegou ao local às 10h: “Consegui ser atentida somente no final da tarde. Agora vou poder pagar minhas dívidas”.  

Atendimento

A Secretaria de Fazenda do Distrito Federal estima que aproximadamente cinco mil pessoas foram atendidas nesta quinta (19). O horário de atendimento do Refis começa às 7h30 e vai até às 19h30. Segundo o secretário-adjunto da pasta, Pedro Meneguetti, o sistema de parcelamento de dívidas foi ajustado após a pane do dia anterior. “Nós resolvemos o problema para que o sistema voltasse ao ar. Agora está funcionando normalmente”, confirma.

O secretário da pasta reconhece que as pessoas ainda estão aguardando muito tempo, mas garante: “Amanhã, o sistema estará melhor do que hoje”.

Pagamento de dívidas

O Governo do Distrito Federal (GDF) espera que cerca de 30 mil pessoas sejam atendidas até o último dia de regularização. Segundo o secretário Pedro Meneguetti, o dinheiro arrecadado pelo Refis já tem utilidade.” A prioridade é o pagamento dos servidores públicos. Além disso, o pagamento de dívidas atrasadas e investimentos em saúde e educação”, esclareceu.

Para a analista Juliane Souza, 26 anos, a grande espera é consequência de desorganização. Juliane chegou ao local por volta das 13h e havia centenas de pessoas na sua frente. “A gente quer pagar nossas dívidas. Tem gente que faltou o trabalho para vir aqui”, desabafa.

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