A reunião iniciada às 15h desta terça-feira (16) entre representantes do Sindicato de professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) e o governo do DF, representado pelo secretário Paulo Tadeu, não teve resultado satisfatório para os envolvidos e será retomada amanhã (18) por volta das 10h, de acordo com a assessoria do Sinpro e da Secretaria de Educação.
A assessoria da Secretaria de Administração Pública afirmou, porém, que o encontro desta quarta-feira deu mais tempo para que o governo encontre uma solução para a finalização da greve sem que haja uma alteração nos gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Antes da reunião, os professores da rede pública do DF já haviam decidido, em assembléia na Praça do Buriti de manhã, manter a paralisação que dura 37 dias. Após a decisão, os grevistas ocuparam três faixas do Eixo Monumental em frente ao Buriti, o que causou um engarrafamento intenso no local. Policiais militares acompanharam a manifestação para evitar uma invasão. Com a greve, estima-se que cerca de 500 mil estudantes da rede pública de ensino estejam sendo prejudicados.
Os professores reivindicam o cumprimento do acordo firmado em abril do ano passado que, entre outros itens, estabelece a reestruturação do Plano de Carreira do Magistério em três etapas, começando nesse ano e terminando em 2014. Porém, segundo a diretora do Sinpro, Iolanda Rocha, o GDF teria proposto que a reestruturação tivesse início somente em 2013. “A reestruturação seria dividida em seis etapas anuais, terminando somente em 2018”, diz. “Além disso, também recusamos porque o reajuste seria menos de 2% a cada etapa e nosso salário seria congelado”, concluiu.
O GDF afirma que os reajustes exigidos pelos professores não seriam possíveis ainda este ano devido à LRF, que visa a estabilizar as contas da capital federal.