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Brasília

Síndico agredido por personal trainer recebe alta do hospital após cirurgia

Após passar por uma cirurgia de emergência na última sexta-feira, Khalil deve deixar o local após o almoço, nesta terça (22)

Marcus Eduardo Pereira

22/03/2022 11h04

O síndico e jornalista da TV Brasil, Wahby Abdel Karim Khalil, de 42 anos, agredido pelo professor de educação física, Henrique Paulo Sampaio Campos, foi liberado pela equipe médica do Hospital Santa Lúcia Sul, da Asa Sul nesta terça-feira (22). Após passar por uma cirurgia de emergência na última sexta-feira, Khalil deve deixar o local após o almoço.

A vítima teve hemorragia cerebral devido ao soco sofrido, o que poderia provocar convulsão e meningite. Na unidade hospitalar, o síndico também recebeu os tratamentos para os inchaços na boca e olhos.

Segundo informações, os médicos identificarem que os dentes do síndico estariam moles e com um grande risco de caírem, o que também contribuiu para que ele não pudesse mastigar os alimentos. De acordo com ele, o jornalista está se recuperando, e sente muitas dores. Ainda não se sabe, quando Wahby vai ter alta do hospital.

Relembre o caso

A situação toda ocorreu no fim da manhã da última quinta-feira (17) no condomínio Residencial Luna Park. Após inúmeras reclamações dos moradores sobre o barulho que o saco de pancadas instalado na academia do condomínio fazia, o jornalista resolveu, como síndico, conversar a respeito com o professor de educação física, Henrique Paulo Sampaio Campos.

Além do barulho, o educador que é também morador do condomínio, teria instalado o saco de pancadas sem autorização, o que estaria causando rachaduras no teto da academia.

Durante a conversa na própria academia, a situação saiu do controle quando o educador físico resolveu partir para a agressão contra o jornalista. Tudo foi gravado pelo circuito interno de monitoramento do condomínio. Nas imagens, é possível ver o jornalista, o profissional de educação física, e um funcionário do residencial conversando próximo ao saco de pancadas.

Em determinado momento o professor de educação física se altera e gesticula mais intensamente. Repentinamente, ele desfere um soco contra o rosto de Khalil, que imediatamente cai ao chão, sem resistência, como se tivesse desmaiado.

O funcionário tentou intervir, mas diante da postura agressiva do professor de educação física, se afastou. Em nenhum momento o educador físico tentou prestar socorro ao jornalista, pelo contrário continuou falando e gesticulando contra Khalil, ainda no chão e desnorteado.

O caso foi registrado como lesão corporal na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) e Khalil foi encaminhado ao hospital Santa Lúcia Sul para atendimento. De acordo com informações levantadas pela defesa do jornalista, o profissional de educação física já teria praticado outras agressões, inclusive já teria agredido o síndico em uma reunião de condomínio.

Repúdio

Em nota emitida na última sexta-feira (18), o Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais Distrito Federal (Sindicondomínio-DF) manifestou “veemente repúdio e indignação contra a agressão sofrida” pelo síndico em Águas Claras.

“A vítima estava no exercício legal e legítimo da atividade. O síndico tem a responsabilidade, por dever de ofício, de atuar na defesa dos interesses coletivos dos condôminos. No desempenho de suas funções, o síndico representa todos os condôminos, e uma agressão à sua pessoa é uma agressão a todos os integrantes do condomínio”, destacou a entidade sindical.

Ainda conforme a nota emitida, a agressão feita pelo personal trainer foi “covarde” e “sem motivação”. “O indivíduo demonstrou não possuir as mínimas condições de conviver em comunidade, pois se comportou de forma bruta, violenta e insana. Um perigo para toda a sociedade”, declarou ainda.

De acordo com o Sindicondomínio-DF, a estrutura administrativa e jurídica do sindicato está à disposição de Wahby para auxiliá-lo no que for necessário para protegê-lo.

“Ficaremos vigilantes enquanto o agressor não for adequadamente punido e a paz social retorne ao Condomínio e seus moradores. Não é a primeira vez que este tipo de agressão acontece. Não podemos admitir que atos dessa natureza continuem impunes. […] Basta de violência. Punição para o agressor”, pediu o sindicato, finalizando a nota de repúdio.

Também recriminaram a agressão o Instituto Nacional de Condomínios e Apoio aos Condôminos (INCC), a Associação Brasileira de Síndicos e Condomínios (ABRASSP), a Associação dos Síndicos de Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (ASSOSÍNDICOS/DF) e o Grupo de Síndicos de Águas Claras. O grupo manifestou repúdio à violência do professor de educação física.

“As entidades citadas acima, consideram inaceitável a conduta prepotente, arrogante e agressiva do morador do condomínio. É intolerável que um professor proceda com um soco, combinado com truculência, desrespeito e falta de civilidade se colocando acima da lei, agredindo física e moralmente o Síndico do Condomínio”, diz a nota.

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