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Brasília

Sindicato sugere que vagas nas quadas comerciais sejam em rodízio

Arquivo Geral

27/11/2012 7h45

Johnny Braga

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

A falta de vagas em estacionamentos não é nenhuma novidade para o brasiliense, principalmente nas quadras comerciais das asas Sul e Norte. O problema já se tornou crônico em qualquer período do dia. Com o início da temporada de compras de final de ano, a situação piora ainda mais.

 

A falta de vagas para os clientes preocupa os comerciantes, que não querem perder vendas. O problema pode ser parcialmente solucionado se proprietários e funcionários do comércio passarem a deixar seus veículos em locais próximos de onde o comércio está instalado e, com isso, abrir espaço para os consumidores. É o que está recomendando o Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista).

 

Nas entrequadras

De acordo com o presidente do sindicato, Antônio Augusto de Moraes, o ideal é que o veículo de quem trabalha no comércio fique estacionado nas entrequadras, quadras re sidenciais ou na avenida W2, para não interferir no movimento dos carros de quem vai às compras neste período. “Não se pode prejudicar os consumidores no momento de sua compra, principalmente em dezembro que é o mês mais movimentado do ano para o comércio. Sem veículo parado por todo período comercial, a rotatividade aumenta e permite a chegada de novos clientes”, considera.

 

Os comerciantes e funcionários entrevistados pelo Jornal de Brasília, não gostaram da novidade. “De que adianta tirar nossos carros daqui da frente e levar pra longe se nem longe tem vagas? Pelo que eu saiba, as quadras residenciais também estão com falta de estacionamento”, reclama a gerente de uma loja da 202 Sul, Neide Neves, 35 anos.

 

Outro questionamento é quanto à falta de medidas concretas para solucionar o problema. Segundo o garçom de um restaurante da 202 Sul, Raimundo Santos, o governo deveria fazer o óbvio que é investir em transporte público, para que desta forma a população seja incentivada a utilizá-lo. “Não confio deixar meu carro longe daqui. Considero um perigo, principalmente para quem não tem condições de pagar por um seguro”, disse.

 

Com a medida, o Sindivarejista planeja incrementar vendas. A expectativa é que aumentem entre 10% e 15% em relação aos demais meses.  

 

Leia mais na edição impressa desta terça-feira (27) do Jornal de Brasília.

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