A demora em entregar o projeto da Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) fez sindicatos continuarem a pressão sobre o governo. Sem o instrumento, benefícios de servidores ainda podem ser parcelados.
Os planos eram enviar três projetos – de reajustes de impostos e do fundo da dívida, além da ARO – ainda ontem. Uma hora antes do fechamento do protocolo da Câmara Legislativa, 18h, chegaram dois deles. A venda de títulos ainda deve ficar para os próximos dias.
A justificativa para a demora foi a redação do projeto da ARO, que precisava ser aperfeiçoada. Com isso, a proposta precisou ir e voltar do Legislativo, até que se chegasse à fórmula considerada ideal pela Secretaria de Fazenda.
Com a incerteza sobre a quitação de décimo terceiro, férias, horas extras e outros benefícios, o Sindicato dos Professores procurou a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela interlocução com movimentos sociais.
Em uma reunião de pouco mais de 30 minutos, os ânimos foram acalmados, pelo menos por ora. “Procuramos sempre o diálogo organizado e aberto. Temos apenas 34 dias de governo e nesse momento os gestos de que podemos negociar são importantes”, disse a subsecretária de Relações do Trabalho, Mari Trindade.
A expectativa é que a votação seja feita o mais rápido possível e que os benefícios atrasados possam ser pagos. Mesmo assim, o governo ainda não fala em prazos.
O Sinpro cobra a aprovação rápida da ARO. A diretora do sindicato, Rosilene Corrêa, espera resultados das negociações. “Falta que eles concretizem o que é dito na mesa de reuniões”, avisou.