O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu novas normas para os motoboys, que devem ser cumpridas a partir do dia 3 de agosto. As resoluções do órgão exigem que motoboys que fazem frete tenham emplacamento vermelho, mudem a categoria de transporte da moto de passageiro para carga e tenham 30 horas de curso de formação específico para trabalhar sobre duas rodas e uma série de equipamentos de segurança obrigatórios.
Diante o assunto, o presidente do sindicato dos motociclistas, Reivaldo Alves, falou em entrevista o posicionamento do sindicato. Segundo ele, essas medidas acabam sendo inviáveis para os funcionários. “Esperamos que a Secretaria do trabalho, ajude a financiar motos e disponibilize coletes para os motoboys, pois, cada colete custa em média de R$ 200 a R$ 350 reais.” Além disso, o sindicato exige a isenção do IPVA e doação de antenas.
Em reunião com a Secretaria de Transporte nesta última sexta-feira (27), o sindicato foi informado que para cobrir estas despesas, os custos são extremamente altos e que medidas acessíveis estão sendo avaliadas.
Rivaldo diz que uma das alternativas para diminuir os acidentes envolvendo motociclistas, pode está no momento do treinamento. “As auto-escolas deviam oferecer um curso em vias públicas e não em circuito fechado. Em circuito fechado ninguém consegue adquirir noção do que pode ser um transito movimentado, por exemplo.”
Os motoboys precisam obter 30 horas de curso específico e precisarão ter pelo menos 21 anos para exercer o trabalho, assim como dois anos de experiência com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A.