As investigações para desvendar o mistério da morte da professora Christiane Silva Mattos, 37 anos, assassinada no último dia 28, no Parque da Cidade, ganham novo impulso. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) autorizou a quebra de sigilo bancário da vítima no período compreendido entre 27 e 29 de março após solicitação da 1ª Delegacia de Polícia (DP) da Asa Sul que investiga o caso. Segundo a 1ª DP, até o momento, indícios apontam para crime de latrocínio.
O pedido foi justificado a partir do depoimento do réu confesso que alega ter obtido as senhas e o cartão de débito da professora com o qual, segundo a polícia, realizou saques na data do crime, e no dia posterior, sempre na Agência Central de Santa Maria e também em um posto de autoatendimento”. Os valores supostamente retirados por Walisson Santos Lemos, 24 anos, variaram de R$ 215 a R$ 800.
O juiz substituto, Aragonê Nunes Fernandes, esclareceu que a conclusão da referida diligência “será imprescindível para o término do inquérito policial e o início da ação penal, tudo conforme os prazos previstos no Código de Processo Penal”.
Desobediência
De acordo com a autorização, fica estabelecido que o banco encaminhe diretamente à autoridade policial, no prazo máximo de cinco dias, sob pena de crime de desobediência, os extratos das todas as operações bancárias realizadas na conta-corrente da vítima no período estipulado.
A solicitação judicial determina ainda que, se possível, as agências bancárias encaminhem ao juízo, também no mesmo prazo de cinco dias, as imagens das câmeras de seguranças entre o período de 27 a 29 de março.
A professora Cristiane Silva Matos foi encontrada morta dentro do carro no estacionamento do Parque da Cidade. De acordo com a perícia, a professora morreu estrangulada.